Hoje foi dia de Assembleia Municipal

Hoje foi dia de Assembleia
Municipal. Continuamos a não ter acesso Ao edital e aos documentos de apoio.
Durante a manhã seguiu a ordem
geral a que nos habituou, mas com uma grande excepção
Foi uma manhã com a intervenção do
público e provocou um grande estrondo.
Transcrevo do jornal “Todas as
Beiras”:
A” funcionária do Município da
Guarda vítima de assédio laboral por parte, que na altura dos acontecimentos
era chefe de Divisão Geral dos então Serviços Municipalizados de Água e
Saneamento (SMAS), solicitou esta manhã aos deputados da Assembleia Municipal
que aprovassem «recomendações firmes ao executivo municipal para a instauração
imediata do processo disciplinar» à trabalhadora da autarquia, «a constituição
de uma comissão de inquérito para apuramento integral dos factos e
responsabilidades», «a garantia do cumprimento do princípio da igualdade de
tratamento, incluindo o reembolso das despesas judiciais» que teve de suportar,
bem como «o apuramento rigoroso das despesas associadas à defesa da
trabalhadora condenada».”
E com grande desplante “o
presidente da Câmara, solicitou ao presidente da Mesa daquele órgão autárquico
que lhe fosse enviada uma certidão da acta da reunião para que «possa abrir, no
mais curto espaço de tempo, um inquérito perante aquilo que foi referido».”
O resto foi encher o tempo
A Guarda está envelhecida. Os jovens
abandonam a cidade. A minha pergunta: Porque se está a construir em termos
desenfreados? A Guarda precisa de casas? Há alguma análise ou estudo?
O Presidente da Assembleia parecia
cansado. Noite mal dormida?
Fiquei a conhecer a face antidemocrática
do Chefe bancada do NOS
Continua a faltar de dinheiro para as
transmissões das reuniões do executivo e também porque ninguém gosta de ser
filmado em casa.
A prepotência e arrogância continua
Não foi bem encher tempo.
ResponderEliminarHouve uma terceira intervenção do público que não passou despercebida. Veio com uma voz mais grossa e desajeitada do que aquela com que a conhecemos habitualmente, mas a presidente do CA da ULS falou nesta AM.
E olhe, meu caro, é possível fazer muitas leituras desta intervenção. Parece-me que dentro de tempo haverá mais estrondo ali para os lados do parque da saúde. Como diz o presidente da câmara "o futuro a Deus pertence"....
É engracado ver como a politica na Guarda nao se preocupa com a vergonha que se passa na ULS… tudo a votar contra … resta saber se foi so por ter origem no chega… ou se é pk ainda estao á espera de tachos la…
EliminarMuita agua vai correr… veremos o que diz a IGAS, o MP, a ACT… ha mt ponta solta… é so puxar o fio certo… e dp muita gente rola.
Ah mt bem. A camara paga ordenados à senhora , mas depois a camara nao tem nada haver com os assuntos da uls .
EliminarAlias… nao ha qualquer teor politico na uls…
O Relva já não aguenta uma sessão inteira, a idade não perdoa mas o autoritarismo continua forte.
ResponderEliminarApesar de tudo gostei de ver caras novas e muitos jovens de várias bancadas, todos muito interventivos e alguns incómodos para a monarquia. Até houve corte de microfone, sinal de bom trabalho.
De valorizar a coragem da funcionária que desmascarou o cúmplice
Parabéns à Funcinaria em causa! Não foi “cocha “ nas afirmações.
ResponderEliminarMuito curioso para ver se mais algum órgão de comunicação social da Guarda vai noticiar este caso.
ResponderEliminarSe não existisse o "Todas as Beiras", estávamos pior do que no tempo da outra senhora.
Pelo menos nessa altura, ainda tinham a coragem de tentar passar a perna à censura. Hoje são apenas a voz do dono.
O melhor da assembleia de hoje foram as entradas com uma trabalhadora perseguida por uma senhora que foi condenada a cadeia a perguntar para quando o processo disciplinar. noutra camara era despedida mas nesta la continua com uma perninha
ResponderEliminarA necessidade de encobrir segredos e evitar zangas ou divócios de comadres leva ao protelar das medidas que se impõem, na esperança de que o caso caia no esquecimento ou a lesada se cale. Também é assim que se defende o interesse da Guarda, para além do interesse da lesada. Há que denunciar comportamentos indecorosos e inadmissíveis de encobrimento compadrio e apurar os gastos municipais na defesa e proteção de uma condenada, por mais poder que ela tenha sobre qualquer dito presidente.
EliminarSérgio Costa não passa de um pescador de águas turvas e inquinadas.
Giro é a resistência em transmitir as reuniões de câmara. Tem medo de quê? Uma câmara que não se cansa de fazer reportagens com presidente. Qualquer comparação com a Coreia do norte e pura coincidência.
ResponderEliminarSérgio Costa anda muito esquecido do que combinou com a agressora. Por ele nem tinha dado conta que tal situação se passou. Será que tem que fazer um inquérito e nomear um instrutor amigo ou amiga para chegar a conclusões? Leia a sentença.
ResponderEliminarTodos são cúmplices na injustiça feita a esta funcionária, Relvas, Valbom, todos fazem vista grossa.
ResponderEliminarNão se cumpre a lei, simula-se o cumprimento da sentença, de facto a outra senhora não é nomeada chefe, mas é quem mais manda na autarquia a seguir ao presidente.
Que coisas ela saberá?
Questionar a construção e continuo investimento na parte da habitação é de rir para estes lados. Se se faz é porque se faz, se não é porque não... decidam-se!
ResponderEliminarMuitos, muitos parabéns à funcionária, grande mulher. Com coragem e desassombro disse ao "mundo" o que muitos(as) calam.
ResponderEliminarTal situação devia chegar às "altas" instancias políticas,
Foi evidente que o presidente da câmara ficou deveras incomodado. Viram a resposta?
E a mudez do presidenta de assembleia e do chefe da bancada do NC? O que protegem?
E a senhora contratada depois de chumbar nos psicotécnicos já terá começado a trabalhar?
ResponderEliminarHá descobertas que chegam tarde, mas chegam com convicção. Na última Assembleia Municipal da Guarda, o Partido Socialista anunciou ao mundo, ou, pelo menos, à sala, que é preciso valorizar a programação e os recursos humanos do Teatro Municipal da Guarda. A cidade, que até então vivia na ilusão de ter um equipamento cultural funcional, ficou assim esclarecida: afinal, havia um problema. E ninguém tinha dado por isso.
ResponderEliminarAcontece que, com esta súbita revelação, o mesmo Teatro foi contemplado com um apoio significativo da Direção-Geral das Artes, no âmbito da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, para o quadriénio 2026–2029. Um pormenor curioso. É que este tipo de financiamento, longe de ser distribuído por impulso ou boa vontade, implica avaliação técnica, critérios exigentes e, sobretudo, a verificação de que existe programação consistente e equipas capazes de a executar.
Ou seja, enquanto localmente se declara a necessidade de valorizar o que existe, nacionalmente já se reconheceu que esse “existir” tem qualidade suficiente para merecer investimento continuado. Não é todos os dias que um equipamento cultural consegue, ao mesmo tempo, carecer de valorização urgente e ser considerado digno de financiamento estruturado. A isto chama-se, talvez, ubiquidade crítica.
Convém também não subestimar o detalhe dos “recursos humanos”. No setor cultural, esta expressão serve muitas vezes de sinónimo elegante para profissionais altamente qualificados, técnicos de luz e som, produtores, mediadores, programadores culturais, que operam, regra geral, com meios limitados e sob escrutínio constante. São precisamente essas equipas que permitem cumprir os requisitos da RTCP, garantindo diversidade programática, relação com o território e regularidade de oferta. Pedir a sua valorização é legítimo. Sugerir que ela não existe, no momento em que o próprio sistema a reconhece e financia, já é um exercício mais criativo.
Talvez esta moção não seja tanto sobre o Teatro Municipal da Guarda, mas sobre o conforto das palavras certas no momento certo. “Valorização”, “programação”, “recursos humanos”, conceitos consensuais, quase inatacáveis, que soam sempre bem em qualquer intervenção pública. O problema começa quando a realidade teima em não alinhar com o argumento.
Porque a cultura, ao contrário das moções, não vive de enunciados. Vive de continuidade, de escolhas difíceis, de equipas que fazem muito com pouco e de estruturas que sobrevivem mais pela persistência do que pelo aplauso político. E, ocasionalmente, vive também destes momentos curiosos em que alguém decide denunciar a ausência de algo que, discretamente, foi reconhecido como existente.
O/a senhor/a comentador/a parece muito dentro do teatro, deverá sabe que a apoio atribuído agora pela DGArtes é metade do valor atribuído pela mesma há 4 anos e que, ironicamente, se rejeitou.
EliminarPoderá também fazer um exercício comparativo entre fichas técnicas e agendas do TMG pré e pós PG e avaliar a qualidade. Parece ter muito tempo livre para isso.
O recente o programa municipal da juventude, elogiado pelo presidente em assembleia, revela que 60% dos jovens não frequentam atividades culturais na Guarda e uma das causas é não terem interesse na oferta. De facto é sempre melhor fazermos de conta de que está tudo bem.
Hoje ouvi um hit de verão a prpósito desta moção! Fica aqui o link para diversão futura: https://mp3tourl.com/audio/1777754903416-0fe3203d-126f-4eb9-85e3-d0650cb4159a.mp3
ResponderEliminarTeria gostado de ler esta bela explicação em 2022, quando SC e a sua equipa de então deitaram para o lixo o apoio da DGartes... Na altura, justificou tal decisão afirmando que esse apoio impunha uma programação elitista e que obrigava o município a uma participação demasiado elevada nos custos dessa programação desenhada pelos técnicos do TMG e reconhecida pela DGartes. Mudam-se os tempos, mudam-se os argumentos... consoante o contexto!
ResponderEliminar1654
ResponderEliminarRecordar que havia três escalões de concursos com exigências diferentes. A Guarda concorreu ao mais baixo.
A Oliveira
Ah, que maravilha: quando a memória começa a falhar, nada como reforçá-la com convicção, mesmo que à custa dos factos.
ResponderEliminarComecemos pela descoberta súbita de que o apoio “é metade” do de há quatro anos. Metade, diz-se, como quem revela um escândalo. Fica por esclarecer se também é metade das circunstâncias, metade das candidaturas aprovadas ou metade do contexto global de financiamento. É que estas coisas, sendo avaliadas por entidades externas e critérios técnicos, tendem a não funcionar como saldos de fim de estação. Mas admito: “metade” soa sempre bem, tem aquele dramatismo aritmético que dá força a qualquer argumento.
Depois, a evocação quase nostálgica de 2022, esse ano mítico em que o apoio da DGArtes terá sido “deitado para o lixo”. Uma imagem forte. Pena que a realidade seja, como de costume, um pouco mais prosaica: candidaturas implicam compromissos, contrapartidas e opções estratégicas. Nem sempre alinham com o modelo de gestão ou com a visão política do momento. Chamar-lhe desperdício pode ser catártico; perceber as razões exige um bocadinho mais de trabalho e menos vontade de fazer arqueologia seletiva.
Quanto ao exercício comparativo entre “fichas técnicas e agendas”, agradeço a sugestão, mas deixo essa maratona documental para quem confunde curadoria cultural com contabilidade de nomes e datas. A qualidade de programação não se mede apenas pela extensão da ficha técnica ou pelo número de eventos listados, embora reconheça que é uma métrica confortável para debates de café e caixas de comentários.
Já o dado de que 60% dos jovens não frequentam atividades culturais por “falta de interesse” é particularmente delicioso. Nada como transformar um problema complexo (acesso, mediação, hábitos culturais, contexto socioeconómico) numa conclusão simples e definitiva: “não há interesse”. Fica resolvido. A cultura agradece a simplificação, imagino. Talvez o próximo passo seja concluir que as bibliotecas estão vazias porque as pessoas “não gostam de ler”, poupando-nos assim ao incómodo de pensar políticas públicas com alguma profundidade.
Sobre a alegada confusão dos escalões: é enternecedor ver a confiança com que se corrigem detalhes… errados. O programa da RTCP não só não tem três patamares, como a Guarda também não concorreu ao “mais baixo”, o que, convenhamos, estraga um bocadinho a narrativa, mas não deixa de ser um pormenor dispensável quando o objetivo é soar assertivo.
No fundo, o que temos aqui é um clássico: quando os factos não alinham, ajusta-se o enquadramento; quando o enquadramento vacila, reforça-se o tom. E assim se constrói uma realidade alternativa suficientemente convincente, pelo menos até alguém ter o incómodo de a comparar com a verdadeira.
Se pretende tentar dissertar, informe-se primeiro. O programa da RTCP não tem 3, mas sim 4 níveis de financiamento, para os quais as entidades se podem candidatar, A, B, C e D. Quando se quer investir a sério concorre-se ao patamar A, quando se pretende investir menos, concorre-se aos mais baixos, neste caso, concorreu-se ao C. Se quiser mais esclarecimento, por favor contacte a DGArtes. Obrigado.
EliminarEsta é, afinal, a resposta que se esperava — tanto da oposição como de uma comunidade que tem sido tomada por ingénua.
EliminarExistem patamares, e o TMG concorreu a um patamar francamente baixo. O comentador refere a candidatura anterior, mas esquece um detalhe essencial: não são comparáveis. A candidatura atual, modesta (para ser simpático), prevê 400.000€ distribuídos ao longo de quatro anos; a anterior contemplava 200.000€ anuais (800.000€ no total), com uma pontuação bastante superior. Como qualquer pessoa percebe, quanto mais elevado o patamar, mais exigentes são os critérios — não é preciso grande erudição para lá chegar. Mais grave: a candidatura de 400.000€ teve uma pontuação medíocre, tanto face à de 800.000€ como em comparação com outros equipamentos.
O comentador parece também esquecer que, à data da candidatura, o TMG tinha uma programadora, Carla Morgado. E convém esclarecer: nada nos garante que, com a atual equipa de programação, essa candidatura tivesse passado sequer do papel. Mas pronto, cante de galo à vontade, senhor comentador. Se o convite já era duvidoso, aceitá-lo foi apenas mais um episódio previsível. E mais curioso do que o alegado envolvimento na saída do programador anterior é vê-lo agora novamente no centro do processo. Duas candidaturas, duas saídas de pessoas válidas, e sempre o mesmo nome por perto — uma consistência notável, diga-se.
Talvez haja aqui algo a provar para os lados de Lisboa… quem sabe. O que é certo é que a incompetência já não é um acidente: é um padrão. E, como todos os padrões, torna-se difícil de ignorar.
Esta mensagem, já agora, foi feita com o ChatGPT — pode ser que assim a linguagem lhe seja mais familiar, tendo em conta o tom das publicações e da agenda do TMG.
Ora nem mais! É exatamente isso que a dissertação diz.Pelos vistos, a investigação académica agora resume-se a ler o manual da DGArtes: se queres ser "alguém", escolhes o A; se queres "poupar", vais para o C. É uma lógica tão profunda que quase parece um menu de fast food cultural. Obrigado por confirmares que o texto é apenas uma cópia fiel dessa sabedoria técnica inquestionável.
EliminarTanta treta para não dizer nada.
ResponderEliminarQuando não se tem razão é uma chatice.
Com menos prosa, é ou não verdade que os montantes são muito inferiores á candidatura de 2022.?
É ou não verdade que a programação tem perdido qualidade?
Não vou perder muito mais tempo a responder à retórica chatgptiana. Basta falar com vários trabalhadores dos equipamentos culturais da cidade para perceber que algo vai mal nesse sector do reino da Dinaguarda. Mas agradeço as belas figuras de estilo edificadas a partir de locuções como arqueologia, maratona, curadoria e políticas públicas com alguma profundidade.
ResponderEliminarOra essa, não precisa de agradecer! Fico feliz por saber que o meu "vocabulário de domingo" animou o seu dia. Peço desculpa se as figuras de estilo foram demasiado... "edificadas"; da próxima vez tento usar algo mais rústico, tipo uma cabana de troncos ou um T0 sem janelas.Quanto à "retórica chatgptiana", confesso: às vezes também me canso de mim próprio. É o drama de quem foi programado com demasiada polidez e pouca cafeína.Sobre o "reino da Dinaguarda" e os seus trabalhadores, lamento informar que os meus sensores de intriga palaciana ainda não captam o sinal de rádio dos corredores culturais. Mas diga-me: se a "arqueologia" e a "curadoria" são o problema, quer que eu tente uma abordagem mais... "pimba-analítica"? Ou talvez possamos fazer uma "maratona" de silêncio, já que a minha profundidade parece estar a causar vertigens.Prometo que, na próxima resposta, deixo as políticas públicas na gaveta e trago apenas o essencial: sarcasmo e "retórica de café".
ResponderEliminarVai tanta coisa mal nesta cidade, continuemos a apoiar por beneficio proprio. É mais facil assim, quem vem por bem é para destruir. Não venham com conversas fiadas para tentar enganar os leitores. Ninguem, seja dirigente, diretor, cordenador, chefe, ou mesmo que não seja nada...como quem diz, quer poder, quer importancia, quer controlar, quer ser mais do que é, quer saber desta cidade mais do que de si.
ResponderEliminarestamos condenados.
Obrigado a todos,
PG/NC
PS
PSD
BE
ADN
CH
PCP
todos, mesmo os camaleões...
Obrigado. Aproveitem os feudos.
Na esperança que aos 43 anos de vida, a PJ comece a desmascarar aqueles que se dizem gestores da coisa publica e todos os outros que dela vivem e se servem.
saude e força aos que continuam a tentar.