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terça-feira, 31 de maio de 2016

Coro Capella Aegitaniensis

O Coro Capella Aegitaniensis apresentou-se no Domingo passado na Sé da Guarda com um reportório dedicado a Maria.
Tem já outros concertos agendados e recomendo a audição.
A direcção do Coro é do Padre Daniel Cordeiro e ao órgão é da responsabilidade do Padre José Luís Farinha.
Este concerto teve uma peça em estreia absoluta “Avé Maria” do músico e compositor da Guarda, Miguel Cordeiro

domingo, 14 de abril de 2013

Fado de um Povo

Um italiano Pianista (Domenico), um Colombiano Guitarrista (Ospina), uma Ucraniana Violinista Olena) e um Português Guitarrita Simões), juntaram-se na Guarda no Conservatório de Música, onde são professores, pegaram em alguns fados do reportório Português, agarraram em poemas de Florbela Espanca e de Sílvia Ferreira e musicaram-nos. Convidaram duas vozes Portuguesas, uma Soprano e uma Fadista e nasceu “Fado de um Povo”.
Depois de uma digressão pelo México chegou agora a vez de Portugal. Estreia na Guarda no Teatro Municipal.
Valeu a pena a deslocação. Músicos clássicos a tratarem bem o fado, arranjos novos e ousados, duas vozes fantásticas que brilharam sobretudo nos duetos.
O público ficou satisfeito com o que viu e retribuiu no fim com grandes aplausos

terça-feira, 19 de março de 2013

A força do Teatro ou do Autor/Encenador

Na sexta feira passada fui ao Teatro ao TMG ver quatro peças sob um único título: “Finalmente”.
Quatro pequenas peças, quatro encenadores, quatro autores.
À porta do Café concerto encontrei um casal de amigos com a filha pequena, radicados em gouveia. O que os fez vir à Guarda ver Teatro?
Passado algum tempo encontrei dois holandeses e uma holandesa a vivwe em Gouvia. O que os fez vir à Guarda ao Teatro?
À entrada do pequeno auditório fez-se luz. Eram amigos do Daniel Rocha, autor e encenador da primeira pequena peça. Gostei de ver esta força.
Sobre a(s) peça(s) que dizer de mais este projecto ~”PROJÉC~”?
A primeira de Daniel Rocha: Pareceu-me um texto interessante mas muito académico com interpretação que deu alguma alegria à representação.
A segunda de Daniel Martins, duas performances, música de guitarra e interpretação/canto pareceu-me que a música não foi suficientemente dramática para o que se queria representar.
A terceira de João Louro com um texto muito interessante que foi dito de maneira eficaz embora por vezes se comessem algumas palavras.
O melhor ficou para o fim, com a encenação de Élia Fernandes e um bom texto de António Patrício. Belíssima encenação, de grande simplicidade, com uma grande interpretação.
É o que me oferece dizer sobre a(s) peça(s) e a continuação do projecto é obrigatória.

domingo, 13 de janeiro de 2013

O Fado no TMG

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) acabou 2012 com um bom espetáculo de Fado com Cuca Roseta.
O Ano de 2013 começou com Fado. Ana Amoura apresentou-se ontem no TMG, com a casa cheia, incluindo fosso de orquestra, e deu espetáculo.
Grande espetáculo, qualidade e profissionalismo de Ana Moura e dos seus cinco músicos.
Há muito tempo que não ouvia tantos aplausos, durante e após o espetáculo, com dois “encore” e a fadista “disposta a cantar até ao amanhecer”.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

TMG: Só não se cultiva quem não quer

Nos últimos dez dias foram realizadas pelo Teatro Municipal da Guarda, TMG, diversas actividades de grande qualidade. Foram muitas e não podendo  assistir a todas, refiro aquelas a que assisti
21,sexta, José Maria Galissá, e o seu conjunto Bela Nafa, trouxeram a música mandinga Guiné-Bissau. Consegue aliar um instrumento tradicional, Kora, com instrumentos actuais de maneira brilhante.
22, sábado, Romagem Teatral ao Cabeço das Fráguas, Passeio até ao mítico cabeço, muito bem organizado
22, sábado, António Vitorino de Almeida e a Orquestra do Norte, vieram até à Guarda. O Maestro exuberante e palavroso, como sempre soube escolher um repertório de qualidade e que agradou a todos.
26, Quarta, As últimas Palavras de Swazo Camacase, Teatro com o “Novo escritor teatral” Pedro Dias de Almeida, interpretação e encenação de Américo Rodrigues. Gostei muito mais do texto interpretado do que do lido.
29, Sábado, Veio o Hermem José e o seu Herman: One (Her)man Show. Quem nunca viu o Herman ao vivo é obrigatório ver. Quase duas horas hilariantes, num ritmo frenético e bem encadeado.
1, Segunda, Dia grande com a Guarda-Músicas, Viagem Musical e para comemorar o Dia Mundial da Música. Só com a prata da Guarda. Num modelo inédito, em que vários espectáculos, de cerca de 15 minutos, decorriam ao mesmo tempo, os espectadores iam passando pelos vários locais. Muita qualidade dos intérpretes e da organização. Alguns pormenores necessitariam de afinação, se houver repetição, como um ou dois locais, o tempo, e encadeamento.
Para os interessados, este ritmo vai manter-se. Vá lá. Apareça. Cultive-se.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

“Visto a esta luz” – Mário Cesariny

Surrealismo em exposição na Galeria de Arte do TMG
Ver a exposição
Mário Cesariny
“É-se surrealista”
“Autografia”
"Eu acho que se se é surrealista, não é porque se pinta uma ave ou um porco de pernas para o ar. É-se surrealista porque se é surrealista".
"O outro é o nosso espelho, sem esse espelho não nos vemos. Não existimos. Eu no espelho ou vejo os dois ou vejo o outro, através de mim. Os seres habituais têm necessidade desse encontro".,
 "avião que sobe levando-te nos seus braços, que atravessam agora o último glaciar da terra"

sábado, 23 de junho de 2012

“La Valse” e A Sagração da Primavera” no TMG

Nota de abertura: A minha cultura e a minha sensibilidade não foram preparadas para interpretar os corpos a dançar
Fui ver na quarta feira passada ao TMG dois belos espetáculos num única sessão.
Na primeira parte um filme de João Botelho a partir de “La Valse” de Ravel e bailarinos da CNB. Belas imagens da natureza com corpos em movimento.
Na segunda parte foi a Companhia Nacional de Bailado, ao vivo, a interpretar Stavinski e a sua “A Sagração da Primavera” com coreografia e direcção de Olga Roriz. Fui para lá às cegas. Nunca tinha ouvido a música nem sabia o tema que tratava.
Foi um belíssimo espectáculo visual de corpos em movimento, e eu fui construindo um enredo do que aqueles corpos estavam a representar.
Falhanço total, apenas entendi que uma bailarina dançava até à morte.
Fui documentar-me e o espectáculo começou a ter sentido. Rituais pagãos, tribos rivais, a vida e a morte e assim ficou mais belo o espectáculo.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Glória de Vivaldi

Ontem a Sé da Guarda foi palco para a obra Glória RV 589 de António Vivaldi. Os intérpretes foram os coros juvenis, dos conservatórios da Guarda e da Covilhã, os coros seniores, o do Centro Cultural da Guarda e do Orfeão da Covilhã e ainda a orquestra de cordas da EPABI.
Muita gente esteve presente, a Sé praticamente cheia, entre familiares, amigos e interessados na música deste compositor.
Depois de uma primeira parte, quase de aquecimento vocal, em que foram cantadas peças variadas por cada um dos coros, entrou-se na obra de fundo com todos os intervenientes e que deram um excelente recital.
Mais uma vez se confirma que a Sé é um excelente local para recitais deste tipo
“António Vivaldi (1678 – 1741) foi o mais importante compositor de música barroca. “A obra “Glória RV 589” foi escrita para o “Ospedale della Pietá” orfanato/escola para meninas de Veneza. Vivaldi foi Professor, compositor e Regente oficial da escola”.

sábado, 2 de junho de 2012

Romeu & Julieta

Apresentou-se no TMG a peça Romeu & Julieta de Shakespeare pela Companhia João Garcia Miguel. Estive quase para não ir, parecia-me que poderia ser um espectáculo enfadonho. Uma coisa me fez mudar de ideias: era apresentada na caixa de palco e isso poderia ser sinal que a encenação poderia ser surpreendente.
Foi o eu aconteceu. Uma encenação frenética. Tudo se passa num lugar que pode ser uma discoteca, um bar, uma casa de alterne ou coisa semelhante. Abre com música “ácida”. Morrison, Hendrix e também Verdi.
Muita loucura na encenação, na direcção de actores e na representação. O final é surpreendente.
Não conhecia o encenador, disseram-me que era filho do General Garcia dos Santos e tem alguns fans na Guarda sobretudo na Aldeia do Bispo.
Não dei o meu tempo por perdido.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

“O Meu Caso” pelo Grupo de Teatro Causa Honoris

Um grupo de “Jovens” alunos da Academia Sénior da Guarda “aprenderam a fazer” Teatro.
Mostraram o seu “trabalho” ontem no TMG,
Hoje realiza-se mais uma sessão.
Vale a pena ver a peça e os actores. Algumas agradáveis surpresas. Não perca.
""O Meu Caso" é feito de bocados separados, que aparentemente não têm ligação nenhuma uns com os outros. Mas há um substracto comum. É esta a ideia de "O Meu Caso". O substracto comum é o homem. É a humanidade. A existência do ser. Perante os homens e perante Deus. Eu existo sem os outros. O grande problema é esse: existir sem os outros. Se não há outra coisa para além disto que coisa é esta? (...)”
“Manoel de Oliveira, entrevista com João Bénard da Costa, 1989”

Adenda: No dia 26 deste mês estarão no Sabugal a apresentarem esta peça

sábado, 12 de maio de 2012

A pintura de Roberto Chichorro

Finalmente fui ver a exposição de Roberto Chichorro, na Galeria do TMG e só faltam 7 dias para se ir embora.
Para quem ainda não viu, não perca. Não perderá o seu tempo. É das exposições mais interessantes que já passaram pelo TMG.
Ia à procura de África e não a encontrei. Encontrei, isso sim, as noites de Lourenço de Marques dos anos 70.
A noite, as festas, a prostituição, o Tamila e a Rua Rosa Araújo.
A música, o jazz, a movimentada noite Laurentina.
Também o imaginário, os sonhos, e a decadência.
Está lá tudo. Os brancos, os negros e os sul-africanos, a mistura por vezes absurda.

Crónicas del Diminuto – Festival OVNI

Ontem fui ver o espetáculo “Crónicas del Diminuto” pelos Espanhóis “Telón de Azúcar” integrado no OVNI – Festival Internacional de Objectos Vivos” organizado pelo TMG.
Sem ser deslumbrante, foi bonito.
A utilização da luz negra foi muito boa. Pareceu-me demasiado palavroso e sendo falado em Espanhol lá se foi entendendo.
As muitas crianças presentes gostaram bastante, não se riram mas divertiram-se com o imaginário criado.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Bernardo Sassetti

Estou a ouvir as notícias e ouço:
Morreu Bernardo Sassetti, pianista, 42 anos.
A cultura mais pobre.