Dinheiro que não vem e dinheiro que se vai

1 – Dinheiro que não vem
De João Trindade - MANTEIGAS, O
CORAÇÃO DA SERRA DA ESTRELA
“Falta menos tempo para assinalar a
maior catástrofe natural que devastou o concelho de Manteigas do que aquele que
já passou sem que tenha sido feito algo para repor, pelo menos, parte da mancha
florestal ardida.”
“Dizem-nos que, dos 155 milhões de
euros prometidos, até agora nada chegou a Manteigas. Sabemos, contudo, que o
Plano de Revitalização da Serra da Estrela já foi executado, pelo menos em
parte, em projetos como a campanha de turismo da Serra da Estrela, o projeto
Casa Vergílio Ferreira, em Gouveia, o projeto Melo Aldeia Literária, em Melo, a
Rede Cultural e Criativa, na Guarda, e ainda a Rota da Lã, promovida pela
Universidade da Beira Interior.”
Para Manteigas, ao que nos dizem,
nem sequer houve verbas para aquilo que deveria ser prioritário e obrigatório:
a limpeza das áreas ardidas, a limpeza da ainda única mancha florestal do
Parque Natural e o reflorestamento da área destruída pelos incêndios. Passaram
cinco anos sem que nada significativo tivesse sido feito.”
“Não está em causa o mérito dos
restantes projetos. Muitos deles terão, naturalmente, o seu valor. O que está
em causa é o facto de parte dos 155 milhões ter servido para quase tudo, menos
para aquilo que deveria ter sido a prioridade absoluta.”
2 – Dinheiro que se vai
Jornal “O Interior”
Município do Fundão com dívida de
47 milhões de euros à Águas do Vale do Tejo
O presidente da Câmara do Fundão
confirmou, na última Assembleia Municipal, que a autarquia tem uma «dívida
colossal» à empresa Águas do Vale do Tejo, relativa a 37 ações judiciais, e que
perfaz um total de 47 milhões de euros.”
«Estamos a falar em mais de 27
milhões de euros de capital, cerca de 20 milhões em juros, aos quais, a um juro
comercial de 11 por cento, estamos a somar 3 milhões de euros por ano que
teremos de pagar», revelou o autarca social-democrata.”
Suponho que este caso não tem nada
a ver com o caso da Guarda, mas enquanto no Fundão informam o “estado da arte”
aqui esconde.se a “arte”. Até quando?
A "arte2 da guarda é mesmo a deesc onder, mas a verdade é que o rabo fica sempre de fora. É pena não termos uma comunicação social independente e útil, que não ande a mendigar favores ao dono e não termos mais investigadores dedicados e mais meios de investigação. E "eles" sabendo disso, aproveitam-se e bem e ameaçam com toda a desfaçatez tudo e todos, a começar pelos jovens.
ResponderEliminar