segunda-feira, 16 de março de 2026

Câmara da Guarda e a programação do TMG

Dezembro de 2022
“Teatro municipal guarda perde 800 mil euros DGARTES decisão presidente camara”
Esta decisão foi amplamente noticiada e gerou intenso debate político sobre a gestão cultural na cidade.
27 de fevereiro 2026 – Assembleia Municipal
Presidente da Câmara da Guarda fez a festa. “O município concorreu a uma nova candidatura lançada pela Direção Gral das Artes. Ontem o município foi informado da aprovação do mesmo documento, que significa um apoio de 100 mil euros por ano, durante quatro anos, «para podermos fazer a programação que já está decidida para os quatro anos – porque há regras claras a cumprir».
15 de março de 2026 – Notícias
Guarda
“Congratulámo-nos com a decisão da Direção-Geral das Artes de apoiar a programação do Teatro Municipal da Guarda no âmbito do programa da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) para o quadriénio 2026-2029, com um financiamento de 400 mil euros (100 mil euros por ano).
“Assinalámos, contudo, a falta de ambição da candidatura apresentada, uma vez que o TMG concorreu apenas ao patamar de financiamento C.
Covilhã
“Teatro Municipal da Covilhã receberá 600 mil euros ((2026-2029)
Castelo Branco
Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco receberá 800 mil euros ((2026-2029)
“Considerando o percurso e o reconhecimento do TMG como equipamento cultural de referência na Beira Interior e no país, entendemos que a candidatura poderia ter aspirado a um nível de financiamento mais elevado.”

23 comentários:

  1. Se houvesse um concurso do género para as festarolas, festivais do vinho, comes e bebes, certamente que o Município punha todo o empenho em conseguir o máximo possível e concorreria ao patamar de financiamento A+++.
    A cultura não agrada muito aos senhores feudais, pode abrir os olhos ao povo, por isso, há que nivelar por baixo.

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  2. Muito bem. Disse tudo. Cumprimentos

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  3. Curioso como, de repente, parece que o Teatro Municipal da Guarda ficou “aquém” só porque não foi buscar o valor máximo possível. Como se bastasse pedir mais para automaticamente receber mais, uma espécie de multibanco cultural, mas com fundos da Direção-Geral das Artes.

    Convém talvez recordar (detalhe menor, claro…) que houve equipamentos culturais pelo país fora que se candidataram a valores inferiores. Não, não é erro, inferiores. Mas isso estranhamente não entra na narrativa da “falta de ambição”.

    Depois há outro pormenor quase irrelevante: cada patamar de financiamento da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses implica níveis de exigência programática diferentes. Mais financiamento não é só mais dinheiro, é também mais carga, mais compromissos, mais programação, mais recursos humanos e técnicos. Ou seja, não é apenas “querer”, é conseguir cumprir.

    E aqui entra a realidade local, que também costuma ser pouco conveniente: a cidade da Guarda não dispõe de um pavilhão multiusos. Resultado? O TMG não é apenas “um teatro”. É, na prática, o espaço que absorve uma parte significativa da programação cultural e de serviço público que, noutras cidades, estaria distribuída por vários equipamentos.

    Portanto, talvez a questão não seja “falta de ambição”, mas sim adequação: escolher um patamar que permita cumprir com qualidade, de forma sustentável, e garantindo resposta às necessidades reais da cidade.

    Mas pronto, é sempre mais simples transformar decisões técnicas em slogans políticos. Dá menos trabalho do que perceber como o sistema funciona.

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    1. Demagogia feita á maneira é como queijo numa ratoeira.

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  4. Anónimo das 14:23 na linha dos posts evangélicos que escreve sobre a nova cultura a nova política e o novo tudo.
    Mas no seu caso entende-se o afã.
    Rezou a oração do apóstolo homónimo e obteve a graça. "Peçam e lhes será dado; procurem e encontrarão; batam e a porta lhes será aberta" (11:9)
    Tem um favor para pagar e é uma alma fiel.

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    1. Evangelho segundo São Lucas?

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    2. Ah, claro, faltou mesmo foi aplicar o modelo teológico à gestão cultural. Bastava ao TMG seguir o conselho do acólito anónimo: pedir, que lhes seria dado; bater, que a DGArtes abriria; procurar, que o financiamento máximo apareceria milagrosamente. Uma espécie de parábola contemporânea, mas com candidaturas e formulários em vez de pães e peixes.

      Depois, os pequenos detalhes mundanos, cumprir rácios, garantir equipas, ter programação consistente, responder às exigências do patamar, isso já são minudências terrenas, quase falta de fé. O importante é acreditar. Se não resultasse, claramente seria por falta de devoção orçamental.

      E quanto ao coro dos “há funcionários a mais”, imagino-os todos em recolhimento espiritual, talvez à espera que o milagre da multiplicação das agendas aconteça: mais espetáculos, mais eventos, mais valências… sem mais gente, sem mais meios, mas com muita fé e um PowerPoint bem-intencionado.

      No fundo, o problema do TMG não é gestão, é não ter aderido à corrente certa. Faltou-lhe um apóstolo mais convicto, alguém que transformasse limites operacionais em pecado e prudência em heresia.

      Mas pronto, entre a realidade e a parábola, percebe-se que a segunda dá sempre melhores comentários.

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    3. Está a confundir o TMG com o Centro Cultural.

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  5. Mais funcionários para mais programação!!!!
    A câmara da Guarda tem muito mais funcionários que castelo branco, Covilhã, Fundão, etc., terá dos piores racius de pessoal do país.
    O que farão todos aqueles contratados que participaram no circo?
    Não estarão em teletrabalho? ,parece que é difícil ajeitar postos de trabalho para todos.

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    1. Está câmara é um sorvedouro de dinheiro em inutilidades.
      Contrata sem necessidade, contrata sem critério e sem adequação á função.
      Primeiro contrata depois tenta encontrar alguma coisa que a pessoa possa e queira fazer.
      Quanto ao TMG com a chegada de SC perdeu qualidade e neste momento já será difícil readquirir credibilidade.
      Por cá reina a cultura do Chichorro e do tinto, da entremeada e da aguardente, das associações da treta e do compadrio.

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  6. Agradeçam ao AA e ao PSD. Sim, agradeçam mesmo — não é todos os dias que se consegue a proeza de encostar o melhor programador cultural que a Guarda alguma vez teve (e provavelmente terá).
    De caminho, também tratou-se de fazer a devida “evolução”: um museu de âmbito nacional promovido a… municipal. O TMG, esse, ganhou uma nova identidade — já não é teatro municipal, é praticamente um departamento partidário com agenda cultural.
    No fundo, está tudo melhor. Mais pequeno, mais alinhado e, claro, muito menos relevante.

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    1. Defender o Américo Rodrigues nesta situação também é esticar a corda. A cultura tem que ser democrática, inclusiva e acessível, não elitista.

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    2. 1907
      Pode explicar-me o que é uma cultura elitista?
      A Oliveira

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    3. Com certeza, sr. Oliveira. Estamos aqui pra isso!
      Uma política de cultura elitista é uma forma de orientar a cultura pública (apoios, programação, financiamento, acesso) que privilegia sobretudo manifestações culturais consideradas “eruditas” ou “de elite”, em detrimento de expressões mais populares ou acessíveis. Dar mais apoio a áreas como música clássica, artes plásticas contemporâneas ou teatro experimental, concentrar eventos culturais em centros urbanos, programações pouco acessíveis ao grande público (linguagem, contexto) e menor valorização de cultura popular, tradicional ou de massas. Agora diga-me que isto não era o espelho da programação cultural do AR. Não estamos óptimos agora, mas mal por mal, preferi o Vítor Afonso. AR era só para quem gostava dele.

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    4. Uma política cultura elitista educa, qualifica e abre horizontes a quem nela participa e a quem dela frui.
      Ao menos o novo programador é motard e por essa via conhece o país e não só. É alguém da casa desde o primeiro dia.
      Vamos dar o benefício da dúvida.

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    5. Uma boa escolha que vai provar estar à altura. Parabéns Carlos e votos de bom trabalho.

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    6. Pelo menos o Carlos Antunes esteve lá desde o dia da abertura. Passou por muitos e muitas e para ter aceite espero que tenha tido a humildade de achar que pode fazer melhor. Não é difícil.

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  7. Para falar do Américo devem fazer vénia, não servia para a Guarda mas serviu para a Direção Geral e tem-se mantido com brilhantismo.

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    1. Sim sim, é por isso que as críticas falam de gestão burocrática, pouca empatia pública com dificuldades dos artistas, dificuldade em corrigir desigualdades estruturais e falta de visão. Estamos longe mas não estamos todos cegos nem surdos.

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  8. Álvaro Amaro cavou a cova e enterrou a cultura. Sérgio Costa já com a cultura defunta deu a uma vice presidente acéfala que de cultura nada percebia até porque nunca participou e agora ainda conseguiu pôr a cultura nas mãos de duas amigas que a única coisa que têm para dar a cultura é uma chiclet e um sorriso forçado
    É preciso recuar mais de 10 anos para encontrar um programador e vereadores da cultura na guarda.

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    1. Sendo que uma das amigas, não tendo tido a mesma sorte antes de entrar nos "intas" e nem sequer nos "entas", cantou à outra a cantiga do Sérgio Godinho "arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa com certeza" e hoje não se percebe quem é a empregada e quem é a empregadora, mas as duas estão a enterrar a empresa.

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    2. É possível indicarem exemplos ou motivos pelos quais estão a “enterrar a empresa”? Quem está de fora gostava de ter uma melhor percepção daquilo que está a acontecer.

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  9. O termo cultura apresenta-se com diversas definições e mesmo interpretações. Para Sérgio e seu amigos foliões, cultura é os Santos do bairro. É o certame que acontece ali na central de camionagem em setembro, ou aquele outros das tendas que promove a grande produção vinícola do concelho. 😊

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