segunda-feira, 28 de março de 2016

Mais uma crónica embaraçadora

No último número do Jornal Interior vem mais uma crónica de Cláudia Teixeira.
Mais uma vez muito embaraçadora para o poder político
http://www.ointerior.pt/noticia.asp?idEdicao=855&id=50591&idSeccao=12185&Action=noticia
http://www.ointerior.pt/noticia.asp?idEdicao=855&id=50591&idSeccao=12185&Action=noticia
Adenda 1:
Andam a circular nas redes sociais uns vídeos bem interessantes. Um deles no Youtube que o autor apelidou de “Cedros Razia”, outro a circular no Facebook “P… de Vida” que podem merecer uma olhada.


Adenda :
A crónica de Cláudia Teixeira teve um direito de resposta pelo Vice-presidente da Câmara Chaves Monteiro.
Pode ler em:

10 comentários:

  1. Embaraçosos para os visados.

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  2. Claudia Teixeira deveria olhar e referir também, o exemplo do seu proprio partido - CDS , e das relaçoes semelhantes que também existem. A Cesar e à Mulher de Cesar não lhe basta serem sérios, também devem parecer sérios.
    Isto só prova que quem vai para estes cargos esta sempre ligado a alguem com interesses cá fora.

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  3. Mais uma crónica "cirurgica" que revela os meandros do poder da politica e dos "alegados interesses de bastidores"

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  4. Tudo gente "séria" a tratar da vidinha......

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  5. Acabei de ler, em "O Interior", o direito de resposta do Vice-Presidente Carlos Chaves, desculpem, do advogado Carlos Chaves...desculpem, volto à versão inicial do Vice-Presidente...não, não, fico pela segunda, a do advogado...bom, já nem sei por onde pegar, tal é a confusão que vem no articulado do tal direito de resposta. Chega ao ponto de falar em nome do executivo. Estava mandatado para isso? Sendo advogado, não devia saber que ao falar em nome de outras pessoas, neste caso um órgão coletivo, sem estar mandatado, está a cometer um crime?
    Pois não deve saber mesmo, ou sabe mas não quer saber, porque, afinal, ele é poder e isso dá-lhe direitos que não dá ao comum do cidadão. Como advogado devia saber que não deve ser assim.
    Afinal nem estava em causa a honorabilidade do coletivo do executivo, na crónica a que pretendeu responder, apenas se faziam referências individuais, a pessoas devidamente identificadas!
    Quando o Vice-Presidente diz que à política o que é da política e à justiça o que é da justiça, o advogado devia saber que há questões na política que estão dentro do alcance do braço da justiça, porque há políticos que não respeitam as regras da justiça!
    Já agora, as insinuações que faz sobre a "senhora" não são também passíveis de serem consideradas calúnia? O executivo assume também essas afirmações?

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    1. Parecia o Pessoa e seus heterónimos...

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  6. Então e ninguém partilha os links? não encontro os vídeos de que aqui fala

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  7. Embaraçador deve ser para a autora e para O Interior.
    Para além do fraco Português, a autora lança-se num ataque ad hominem vergonhoso. Isto já não é Política, é politiquice - e da baixa. Por exemplo, a referência explícita ao perfil pessoal no Facebook de uma das pessoas representa uma (tentativa) de devassa da vida privada, e é totalmente inaceitável.

    Mas então não se podem fazer denúncias de situações impróprias ou ilegais? Claro que sim. Mas é aqui que a autora perde os papéis, porque não faz nenhuma denúncia – apenas levanta suspeições e faz acusações, mas sem as fundamentar.
    Começando por dizer que “em política o que parece é”, a autora transforma as alegações que vai desenvolver a seguir em afirmações. Ou seja, já não são insinuações contra indeterminados; são acusações directas a destinatários concretos que a autora faz por identificar bem. E isto é das coisas mais ingénuas, incautas e néscias que já se viram em política. É que a autora acusa sem apresentar factos. Com a dureza e frontalidade que pretendeu imprimir ao texto, à autora não havia outra saída senão a de apresentar provas CONCRETAS.
    Se é verdade que a “esposa jurista (…) deve (…) elaborar os contratos”, e que “é o seu esposo, vereador eleito, vice-presidente e advogado, quem assina os contratos”, então a autora deve (deveria) dizer quais são esses contratos, em que datas foram assinados, quem (para além do vice-presidente) os assinou, e quais foram os benefícios (ilícitos) que daí resultaram. De outra forma, isto é calúnia e ofensa ao bom nome. E como, de facto, o é, a autora “põe-se a jeito”, porque incorre em responsabilidade civil e criminal. E, pelos vistos, lendo a resposta do vice-presidente, vai ter mesmo que provar o que escreveu, já não no jornal, mas no tribunal…Uma infantilidade.

    Mas ainda mais vergonhosa é a nota d’O Interior à resposta do vice-presidente.
    Antes de mais, e ainda que o jornal, de acordo com a Lei de Imprensa, tenha o direito de adicionar “uma breve anotação” à resposta do vice-presidente, importa dizer, no entanto, que essa prática é, no mínimo, deselegante. Nenhum jornal de nível faz uso do seu controlo da publicação para ter a "última palavra".
    Mas isto ainda piora. A Lei de Imprensa admite essa “breve anotação”, mas “com o estrito fim de apontar qualquer inexactidão ou erro de facto contidos na resposta ou na rectificação”. Como este preceito deve querer referir-se a mais do que simples erros ortográficos (essa alusão é, uma vez mais, simplesmente deselegante e mal-educada), não se percebe o que levou O Interior a responder.
    Em verdade, com a sua resposta, O Interior escolheu um dos lados - precisamente o lado da autora do artigo -, subescrevendo e apoiando as acusações (até ver, infundadas) constantes do texto. Portanto, O Interior é corresponsável pelo artigo. (Aliás, um Director de nível, quando confrontado com um artigo deste tipo deveria dizer à autora: “São acusações fortes. Tem provas?”. Se “sim”, “por favor, reescreva com as provas”; se não, então “não posso publicar isso, porque são ataques pessoais e calúnias, e um jornal informativo não serve para isso”.)
    E não, contrariamente ao que diz o Editor d’O Interior, a liberdade de expressão não é um valor absoluto. O nosso ordenamento jurídico consagra uma hierarquia de Direitos, Liberdades e Garantias com valor normativo superior. É o que diz a nossa Constituição, logo no seu art. 1º, ao referir que “Portugal é ume República soberana, baseada na DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA…”; é o que diz o nosso Código Civil quando tutela a personalidade da pessoa; e é o que diz a própria Lei de Imprensa, ao referir que a liberdade de imprensa tem como LIMITES a Constituição e a lei, com o objectivo de “garantir os direitos ao BOM NOME, à reserva da intimidade da VIDA PRIVADA (…)”.
    Isto foi respeitado pel’O Interior? Parece que não. Ainda mal.

    Se quiser dedicar-se ao jornalismo, o Editor d’O Interior deveria estar melhor (in)formado sobre as suas obrigações.
    Uma vergonha. Vou deixar de ler.

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    1. Pois...mas o direito não é uma ciência exata...aguardemos os próximos capítulos.
      A senhora também deve apresentar provas, para que não soe a calúnia e até para se defender.
      A ter razão, a senhora, o senhor só tem uma caminho a seguir...

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  8. josé manuel romana2 de abril de 2016 às 18:07

    A controvérsia traz-nos muitas questões!... Suscita, desde logo,fragilidades ou omissões legislativas sobre as relações ou laços entre o poder político, nacional e autárquico,e as actividades profissionais dos juristas.Há muita matéria que se entrecruza! Por essa razão está, na ordem do dia, a discussão das promiscuidades da política e dos políticos com os negócios nas sociedades de advogados. A este propósito, estou a ler, com proveito," Os Facilitadores" de Gustavo Sampaio. É um retrato bem vivo e chocante do que se passa nesta matéria, a nível nacional.Porém,infelizmente,o mito da Hidra de Lerna é uma realidade disseminada pelo país fora.Espero que não seja o caso. Mas não se entende um artigo sem fundamento "in re". Os tribunais, bem ou mal, irão dirimir as queixas. Sim, porque, tanto de um lado como do outro, parecem existir indícios de ofensas(?).
    Aqui, está um campo aberto para toda a comunicação social da Guarda investigar estas situações, paralelamente, aos casos judiciais. Até poderá acontecer que os interesses ou conclusões de orgãos do mesmo grupo patronal não venham a ser coincidentes.Para concluir. Anda, no ar, muita confusão de linguagem. Linguagem, muito agressiva, escondida na erudição jurídica.Tempos babilónicos!Seja como for, vislumbramos em quase tudo, um certo conflito entre a ética e a lei.Nem tudo o que é legal é ético. Casos para reflectir.

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