domingo, 19 de fevereiro de 2017

A Rua da Paz

Se a Guarda quer ser uma cidade de turismo é bom que se olhe para algumas ruas do Centro Histórico.
As fotografias mostram a pequena Rua da Paz e algumas das suas mazelas.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Índice de transparência Municipal

Quem frequentemente visita as páginas oficiais dos municípios em busca de informações íteis, depara-se com um panóplia de propaganda das realizações e lá num cantinho de difícil acesso e ao fim de várias tentativas talvez consigamos as informações que procuramos.
Não é de estranhar por isso que a entidade que realiza o “Índice de Transparência Municipal” tenha as mesmas dificuldades que os munícipes e classifiquem isso como opacidade.
De estranhar é a posição da ANM - Associação Nacional de Municípios que em vez de ver neste índice um elemento de trabalho para melhorar a informação, aproveite para denegrir e pôr em causa a entidade e o próprio índice.
Algumas belas tiradas da Associação Nacional de Municípios
 O "alegado índice de transparência municipal" não tem credibilidade”
Foram "detetadas situações de incongruência" e "erros grosseiros" pelo que se entende que não tem credibilidade”.
Não aceitam que uma "entidade privada venha atribuir um índice, a estabelecer um ranking, sem ter uma base idónea" e "fundamentada".
O nível de transparência "não se pode basear apenas na pesquisa dos `sites` dos municípios, nem se pode daí inferir o que quer que seja sobre transparência”
Trata-se de "uma situação indesejada e repetitiva e exorta-se os seus autores a explicarem devidamente os critérios [adotados] e o trabalho feito, com idoneidade, para ser transparente".
Nota 1 – Felizmente que há muitos Presidentes de Câmara que não perfilham as declarações da ANM e utilizam o índice para progredirem
Nota 2 – Todas as Câmaras são convidadas a pronunciarem-se sobre os itens do índice antes da sua divulgação pública, e os “ menos transparentes” não se dignam responder e depois são os primeiros a queixarem-se.
A listagem completa dos 14 concelhos do distrito da Guarda:
12º – Aguiar da Beira, 88º – Sabugal, 213º – Seia, 215º – Gouveia, 223º – Almeida, 225º – Pinhel, 231º – Foz Coa, 235º – Manteigas, 252º – Guarda, 254º – Trancoso, 274º – Celorico da Beira, 276º – Mêda 291º – Figueira de Castelo Rodrigo, 305º – Fornos de Algodres

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Rua de D. Sancho em obras de reparação

A Câmara colocou na sua página oficial no facebook o seguinte aviso:
AVISO | CORTE DE TRÂNSITO
Devido à necessidade de reparação urgente de danos na via torna-se necessário proceder ao corte de trânsito nas ruas D. Sancho e do Torreão (parcialmente) e no Largo do Paço do Biu, no período compreendido entre o dia de hoje, dia 15, e previsivelmente até à manhã da próxima segunda-feira, dia 20 de fevereiro.
Lamentamos o incómodo, seremos o mais breves possível.
Lamentamos nós que se chegasse àquele ponto de degradação do piso da rua que teve de recorrer-se a reparação urgente. Deixou-se degradar demasiado.
O Centro Histórico continua a não ter a atenção devida e há mais zona a degradar-se.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Guarda Turística: Assim estamos, mesmo com FIT

Pousada da Serra da Estrela, Covilhã. Foto: Trivago
Naqueles anúncios pagos, neste caso Trivago/Room5, que aparecem no facebook, deparei-me, um dia destes, com um a falar da Guarda. Reproduzo na íntegra para não ser acusado de má-língua.
Escapadinhas a dois: os destinos mais românticos de Portugal
Escapadinha na Guarda/ Serra da Estrela
O que fazer na Guarda
Implantada na paisagem montanhosa da Serra da Estrela, a Guarda é a cidade mais alta de Portugal, onde o ar é limpo, leve e sadio. Herdeira de um património cultural único, a Guarda encerra nas suas muralhas mais de 800 anos de História. No ponto mais alto da cidade ergue-se a Torre de Menagem, símbolo máximo de toda a estrutura defensiva. No centro da cidade, e digna de visita, encontramos a Catedral da Guarda.
Conhecida como “A cidade dos 5 F’s” – forte, farta, fria, fiel e formosa -, a Guarda é marcada pelo granito, pelos vales, pelo seu ar puro e pela tradição de saúde e bem-estar: o clima de montanha e a fertilidade dos solos garantem uma riquíssima gastronomia. E o clima traz a beleza e o brilho inigualável da neve, que a transforma a cidade e a pinta de branco.
Se procura um retiro para estar em contacto com a natureza, degustar sabores divinos e namorar à lareira, Guarda é sem dúvida a resposta.
Onde dormir na Guarda
Não muito longe, e perfeito para todas as atividades da época glaciar, sugerimos a Pousada da Serra da Estrela, onde poderão apreciar, como em mais lado nenhum, as encostas brancas cobertas de neve.
Para memória: A Pousada da Serra da Estrela é na Covilhã.
E que tal, o que tem a dizer o nosso Welcome e o nosso turismo, o que conseguimos vender na FIT? Guarda passou a ser uma terra de passagem rápida?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O entupimento dos Tribunais, ele também contribui

Quando algum dia voltarem a ouvir o Comentador Marques Mendes falar de Tribunais entupidos com processos contem-lhe esta história:
Era uma vez um Senhor chamado Marques Mendes que andava a passear no seu belo carro.
Tão descontraído que ia não reparou que estava a andar numa zona de 50 Km/hora. Quem não estava distraído nem descontraído foi a polícia com o seu radar que marcava 81 Km/hora.
Foi coimado em 120 Euros mais 45 dias sem carta de condução, com pena suspensa por 12 meses, mediante o pagamento de caução de 500 Euros.
O Senhor Mendes tentou impugnar a sanção, tendo no entanto o Tribunal confirmado a sanção.
Descontente com a decisão recorreu para o Tribunal da Relação que decidiu indeferir o recurso.
O fim da história não foi contada nem quanto custou, é uma história com final feliz.
Não pagou, bufou, pagou e não bufou.
Resumida a história da notícia do JORNAL I - 09/02/2017 12:01

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Candidatos candidatos a lugares sem concurso

Criptopórtico Romano
Os órgãos de Comunicação Social têm lançado uns nomes para ocupar uns quantos lugares mais ou menos políticos e de imediato toda a Guarda se agita. Toda é um exagero. Só alguns.
Informação, especulação ou confusão. Eles lá saberão das razões destes anúncios.
Na semana passada a Comunicação Social lançou dois nomes para dirigentes: Um para Segundo Comandante da Protecção Civil da Guarda e outro para Presidente do Conselho de Administração da ULS-Hospital.
O primeiro era de Castelo Branco e o segundo era de Matosinhos.
De imediato os PS mais atentos a estas coisas vieram a terreiro para tratar mal os companheiros que são incompetentes para encontrar nomes na Guarda. Será cidade? Será Concelho? Será Distrito? Será CIM? Não é bem especificado.
Mas guerreiam-se.
Entretanto foi nomeado um Segundo Comandante de Pinhel. E então? É do Distrito. Quem abriu as hostilidades, ou será a confusão, fecha-se em copas, isto é a Comunicação Social limita-se a dar a notícia sem mais nada.
Os PS, ficaram mais calmos, suspiraram de alívio e pousaram o machado de guerra. Por enquanto. Enquanto houver “Geringonça” os machados apenas estão pousados, não enterrados.
Só para lembrar: Há uns anos atrás, quando os PS da Guarda também andavam desavindos, quem foram chamar para acalmar as hostes? Alguém da Guarda? Não. Veio expressamente de Castelo Branco.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Coficab: Ouvir quem sabe do que fala

Foto: Beira.pt
João Cardoso, Director da Coficab Portugal, deu uma entrevista ao Jornal “O Interior” e que vale a pena ler com atenção.
Saliento alguns pontos
«Passámos do tempo em que não havia empresas para fixar pessoas na região, para um tempo em que não há pessoas para fixar empresas na região», afirma João Cardoso, líder da Coficab Portugal
P. - Quais são os principais entraves ao negócio da Coficab Guarda?
R. - O principal e que condiciona de forma irreversível o tamanho da Empresa é a localização Geográfica, na Guarda. Ou seja, a distancia entre a produção e os clientes. Numa Indústria que exige entregas duas a três vezes por dia, estar a milhares de quilómetros do ponto de uso do produto que se fabrica, torna a situação difícil e custosa, e onera os custos de produção. Com as sinergias que temos a nível de grupo temos aliviado um pouco este fardo usando as nossas operações em outros países como Centros de distribuição. Mas isto tem um custo importante.
P. - A empresa já atingiu o seu zénite em termos de crescimento?
R.- Será muito difícil crescer mais que os valores atrás mencionados, tanto em termos de faturação como de número de trabalhadores. No nosso sector (fios para automóveis) a Coficab Portugal é já uma empresa bastante maior que a média do mercado.
P. - Como perspetiva o futuro da Coficab na Guarda?
R. - Prevejo que num futuro próximo, de 3 a 5 anos, a empresa se mantenha no nível atual. A Coficab Portugal é uma unidade estratégica dentro do Grupo Coficab que, além da produção, temos baseado na Guarda uma quantidade importante de Serviços de apoio ao Grupo. A intenção é manter esta unidade como unidade Piloto em novos produtos e processos, sendo essa dinâmica determinante para a manutenção da Empresa na Guarda.  
P. - Como vê o dinamismo empresarial da região?
R. - Bastante parado e pouco inovador. As razões que levam a isso seriam tema de debate de várias horas, começando pela Educação, abandono total da região pelo poder Central, demografia...
P. - E que comentário pode fazer ao despovoamento?
R. - É um fator altamente preocupante, ou mesmo o mais preocupante que uma região pode enfrentar. Passámos claramente  do tempo em que não havia empresas para fixar  pessoas da Região, para um tempo em que não há pessoas para fixar empresas na região.
A situação anterior era má, mas com trabalho e vontade poderia ser resolvida ou minimizada. A situação atual, pode levar a um ponto de não retorno. Ao contrário de alguns comentários  do tipo “que venham as empresas, que depois as pessoas aparecem”, o mundo real não é assim. No mundo real uma empresa faz um estudo prévio para se localizar num determinado local e decide com base no que encontra e não com base em cenários futuros.
Sendo o Responsável de Operações do Grupo , participo de forma ativa e decisiva na escolha dos locais onde estabelecemos novas Operações. Um  dos principais fatores de decisão para um Empresário Individual ou para uma Corporação (como é o caso da Coficab) decidir fixar-se ou não numa região  é a disponibilidade de mão-de-obra, em quantidade e qualidade. Se neste item o resultado da análise for negativo, a decisão é só uma... Penso que a Guarda está numa fase  decisiva neste aspeto e que se nada for feito para inverter a tendência atual, dentro de uma geração poderemos ter a nossa cidade transformada numa pequena vila do interior. A minha opinião, e que sempre transmito quando por altura de eleições temos visitas de políticos, é que o Governo deve promover a deslocalização de alguns serviços públicos ou mesmo de empresas públicas  para as cidades do interior, a fim de evitar o despovoamento cada vez mais acelerado das vilas e cidades do interior.