domingo, 24 de setembro de 2017

Rio Noéme, Ribeira de Massueime e Passadiços

Poluição no Rio Noéme
Crónicas do Noéme - "usam os povos livremente as suas águas" (1758)
A Associação Cultural Recreativa Vila Mendo - Vila Fernando – Guarda, está a entrevistar, por escrito, os candidatos à Câmara da Guardaa.
Álvaro Amaro- Presidente da Câmara e candidato pelo PSD, sobre o Rio Noéme:
Pergunta: Rio Noéme. A sua despoluição vai ser efectiva?
Resposta:
Tem de ser efetiva a despoluição do Rio Noéme e do Rio Diz tal como a Construção dos Passadiços no Mondego.
É estruturante para uma cidade aproveitar melhor o seu meio ambiente e os recursos hídricos.
Temos os estudos em fase adiantada e por isso já não são apenas intenções e muito menos promessas.
Ver entrevista completa em:
http://acrvilamendo.blogspot.pt/2017/09/entrevista-alvaro-amaro-presidente-da_12.html
Cá ficamos à espera dos Passadiços, os centésimos quinquagésimos sétimos do País,  da Despoluição dos rios e dos 50 km de ecovia ao lado da Ribeira de Massueime.

sábado, 23 de setembro de 2017

Se for eleito prometo…

Se for eleito prometo construir um DinoParque destinado aos Dinossauros Portugueses.
A primeira opção para o local da construção será na mais alta, em parque natural e junto às pontes passadiças, ainda a construir

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Cartaz comentário 7

Passagem pelo Parque da Saúde para rejuvenescimento.
A Guara Viva bem precisa. Será suficiente ou vamos continuar velhos.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Balanço das Feiras

A Câmara da Guarda encontrou uma unidade de medida para saber o sucesso de um evento ou feira. A Multidão é medida por um “Multidómetro”
Quando se pergunta qual o impacto na economia da Guarda da Feira Ibérica de Turismo, a resposta é: assistiu uma multidão ao evento
Quando se pergunta quantos quilos de abóbora, de batata, de cebolas se venderam na Feira Farta a resposta é: uma multidão assistiu ao concerto de fulano de tal
Quando se pergunta quantas garrafas de vinho se venderam e beberam, quantos quilos de filhós se comeram e venderam, quantos quilos de chouriço se comeram e beberam na Feira Farta, a resposta é: uma multidão assistiu ao concerto de sicrano de tal
E quando se pergunta qual foi o prejuízo dos vendedores permanentes do Mercado e de sábado por os clientes habituais não terem ido comprar por falta de estacionamento e por concorrência desleal a resposta é: uma multidão vinda das freguesias, vindo em transporte próprio ou camarário, esteve na Feira Farta.
E basta isso.
Sempre é melhor e mais fácil utilizar o multidómetro do que contar pessoas que participam nos eventos ao ar livre. Sete mil na noite branca. Mil em Videmonte. Duzentos em Famalicão, etc. 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Ano Escolar de 2017/18

1 – O Presidente da Escola da Sé disse que a Escola perdeu alunos porque a Escola não tem condições e não sabe para onde foram os alunos.
2 – O Presidente da Escola Afonso de Albuquerque diz que a Escola perdeu alunos e não sabe porquê nem para onde, já que tem boas condições de ensino
3 – A Escola Profissional aumentou o número de alunos e talvez seja porque oferece cama, comida e roupa lavada com o novo lar para estudantes.
4 - O Presidente da Câmara da Guarda continua a apostar num Centro Educativo para a Guarda, ma será a Carta Educativa a dizer, diz ele, só que a Carta Educativa foi encomendada para dizer sim, apesar de a Guarda estar a perder alunos.
5 – Vários Presidentes de várias coisas ficaram muito felizes, porque o Instituto Politécnico teve mais percentagem de candidaturas na primeira fase do que os concorrentes do interior.
6 – Os Guardenses e Comerciantes é que ficaram pouco contentes com estes 56% porque da Guarda e em que poderão entrar 384 novos alunos, (quantos saíram?),porque em Castelo Branco poderão entrar 487 alunos (55%), em Portalegre poderão entrar 231 alunos (45%) e finalmente no fim da lista está Bragança onde poderão entrar 771 alunos (37%) e há quem diga na Guarda: só estes? e goze com o número percentual.
7 – Números não são números são gatafunhos demagógicos que falam o que quisermos que falem, a diferença está na festa.
8 – Nota final de sugestão. Se querem 100% talvez seja fácil se acabarem com o que não tem procura.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O estranho contrato de adjudicação directa do DJ Kura que abrilhantou a noite branca

Primeiro – O Presidente ou o Vice-presidente em representação da Câmara …
Segundo – O Senhor fulano de tal em representação do fornecedor tal…
E desenvolvem o que pretendem contratar e no fim assinam.
É assim que habitualmente são publicados os contratos de adjudicação directa e publicados no Portal Base
Com a contração do DJ KURA nada se passou assim e segundo o que foi publicado no portal base a Câmara não é tida nem achada na contratação.
Resumindo:
O Contrato é feita entre WDB Manageent, bookim e events, com sede na Suíça e Ivo Dias Pinto com sede em Coimbra.
Seguem-se algumas curiosas exigências do artista e no final e como “Managemente” surgem duas assinaturas e uma é muito parecida, ou verdadeira,com a do Vice-presidente da Câmara da Guarda.
No entanto na página de entrada no Portal Base é mostrado; Aquisição de Serviços para Concerto de DJ KURA            por 15.000,00 € entre o Município da Guarda e a WDB Management,Booking & Events.
Que perguntas: Muitas
Que respostas: Nenhumas
Para ler em: http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/287664

domingo, 17 de setembro de 2017

Boatos na Farta Feira

Boato 1 – O Cantor
Luís Filipe Reis, cantor contratado pelo Município para animar a  noite de “Feira Farta” durante a sua “performance” os boateiros dizem que apelou 4 vezes ao voto em Álvaro Amaro.
Isso quer dizer que por cada apelo os Munícipes pagaram 2 mil duzentos e 50 Euros.
Terá Roberto Leal também apelado ao voto?
Boato 2 – Os Almoços e Jantares
Quem queria comer à borla era só estar atento e andar pelos standes.
Distribuíram tantas senhas para almoços e jantares que não havia participantes para tanta senha.
Era só pedir. Quem queria ia comer.
Será que quer dizer que nem com comer as pessoas participam?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Cartaz comentário 6

Guarda: Mudar é preciso
Paletes já temos
Os bonecos estão lá ao fundo
Só nos falta a empilhadora

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Feira Farta e Farta Feira - “Continente Bom Dia”

Notícias de várias fontes, mesmo as de café:
1 – A Feira Farta é organizada para dinamizar a produção local, os produtores locais e os produtos endógenos, sem fins lucrativos.
2 – A SONAE instala um centro comercial na Guarda, investe 5 milhões e diz criar 60 postos de trabalho, é uma organização com fins lucrativos.
3 – A Guarda está a perder pessoas em ritmo acelerado.
4 – No bairro onde vai ser instalada a nova superfície comercial já há outras duas ou três, um mercado Municipal e vários comércios familiares.
5 – A política da SONAE não é comprar e valorizar os produtos locais, compra em quantidade e onde é mais barato.
Se isto é verdade, poderá ser verdade que haverá pequenos comércios a fechar, o Mercado da Estação continuará a perder importância.
Se isto é verdade, não aumentado os clientes, as médias unidades comerciais existentes na zona, perderão clientes e irão despedir pessoas.
Se isto é verdade como se justifica esta festa do anúncio da nova unidade?
Se isto é verdade onde estão aqueles críticos que em tempos lutaram conta a instalação de superfícies comerciais na cidade.
Se isto é verdade para que serve a Feira Farta?
Se isto é verdade onde é que os produtores locais vão escoar os produtos?
Se isto é verdade quanto mais tempo vai durar o Mercado Municipal que praticamente só vende produtos locais ao sábado de manhã, já que aos outros dias é quase tudo de fora?
Se isto é verdade, por que nos querem enganar a dizer que estão a ajudar a economia local? 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O Concelho, a Região, o País, a Europa e a vitória reforçada

A rádio voz do dono fez eco das declarações de Álvaro Amaro, Presidente e candidato a Presidente da Câmara da Guarda, na apresentação da sua Comissão de Honra.
Apresenta-nos declarações assim (a ordem é minha):
1 - Uma vitória que dê força à Guarda nas negociações em Bruxelas
2 – Uma vitória que dê força à Guarda nas negociações em Lisboa
3 – É preciso uma vitória que dê força na afirmação perante as cidades concorrentes na região centro.
4 – É preciso força na afirmação regional
5 – É preciso mais do que uma vitória renovada, uma vitória reforçada
O que se pode tirar daqui?
1 – Não sabemos que negócios existem com Bruxelas para serem negociados.
2 – Não sabemos o que é que anda a negociar com Lisboa, além do Instituto da Juventude.
3 – Não sabíamos que o Governo Português exige um certificado de clientela
4 – Não sabíamos que Bruxelas exige o número de votantes por cada Município da União e se tem “aquilo” seriado, para negociar.
5 – Ficámos a saber que o Presidente da Câmara representa os seus “clientes” e não todo o Município”.
6 – Continuamos a não saber quais são as cidades concorrentes na região centro e em que concurso estão a concorrer.
7 – O que sabemos é que o Presidente da Câmara quer ser Presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e também quer a sede da Comunidade.
8 – O que sabemos é que para atingir esse objectivo são precisas de duas condições; A primeira que o PSD tenha mais Câmaras. A segunda é que a maioria dos votos dos eleitores da Comunidade também sejam do PSD. Se houver repartição entre PSD e PS e outros partidos, evidentemente, é preciso negociar e como se sabe, isto não é o forte do actual Presidente.
9 – E por fim, só pode haver uma estrela e não várias, como agora e essa estrela tem que brilhar na mais alta.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Nova iluminação no Jardim José de Lemos

Foram comprados e instalados novos candeeiros, alguns com projectores, para substituir os candeeiros novos que foram instalados aquando da remodelação.
Por que é que o Arquitecto decidiu, se foi ele que decidiu, fazer a alteração?
Respostas de escolha múltipla:
1 – Porque o Jardim estava tão escuro de noite que numa deslocação à Guarda, de noite, não conseguiu encontrar o jardim.
2 – O Monumento aos Mortos da Primeira Guerra Mundial estava tão escuro, tão escuro, que tropeçou nele e caiu.
3 – Se com a rega os caminhos já ficam enlameados, quando vierem as chuvas, é preciso iluminar bem o caminho para não nos atolarmos.
 4 – Em dias de vento o pó ofusca a iluminação anterior e foi preciso aumentar a luminosidade para não nos perdermos na tempestade de pó.
 5 – Dar visibilidade às flores e à relva para preservar o jardim dos passantes que tendem a calcar a vegetação.
6 – Na altura da inauguração não havia disponíveis os candeeiros projectados e foi preciso remediar.
Nota: Com esta alteração, quem sofreu fora as árvores. Para a luz chegar o Monumento foi preciso fazer a poda antecipada. Em algumas árvores foi forte. 

domingo, 10 de setembro de 2017

As contas da Feira Farta

Em 2017 participam novamente todas as 43 freguesias, 350 produtores, ou seja, mais 117 produtores que na edição de 2016 e 460 produtos, mais 48 que no ano passado.
Investimento Municipal 114 mil Euros. Comparticipação a 85% pela UE e 15% pela Câmara.
Verbas já consignadas e publicadas no Portal Base:
- Organização, logística e implementação de estruturas para a Feira Farta - 74.410,00 € mais 17 100 de Euros de IVA
- Aquisição de serviços para o aluguer de equipamento de som - 27.149,00 € mais 6 200 Euros de IVA
- Aquisição de Serviços para o Concerto de Roberto Leal - 13.500,00 € mais 1 700 Euros de IVA
- Fornecimento de Stands de Madeira para a Feira Farta - 19.213,50 € mais 5 040 Euros de IVA
- Aquisição de Serviços para o Concerto de Luís Filipe Reis - 8.500,00 € mais 1 100 Euros de IVA
Total 1  – 142 772 Euros mais 31 100 Euros de IVA
Total 2 – 173 872
Despesas ainda não contabilizadas e que imagino serem:
- Apresentação da Feira, almoços incluídos - 5 mil Euros
- Toldos para os standes – 2 mil Euros
- Almoços e jantares para produtores, e juntas – 10 mil Euros ( 4 refeições por pessoa vezes 500 pessoas vezes 5 Euros por pessoa)
- Segurança das instalações – 5 mil Euros
- Apoio aos produtores – 8 750 Euros (350 produtores vezes 25 Euros cada um)
Total 3 – 30 750 Euros
Total Geral – 204 622 Euros
Se a União Europeia vais comparticipar 96 900 Euros (85% vezes 114000) os Munícipes da Guarda vão comparticipar em
Nota – Há muitas despesas não contabilizáveis, pois refere-se à logística e funcionários que a Câmara mobiliza para antes, durante e depois da feira e que é muito elevada.107 722 Euros.

Adjudicações directas do mês de Agosto de 2017

sábado, 9 de setembro de 2017

Eu no Blogue de Vila Mendo

Entrevista/depoimento dado ao Blogue da Associação Cultural Recreativa de Vila Mendo – Vila Fernando - Guarda
http://acrvilamendo.blogspot.pt/
O texto que se segue não é com certeza uma entrevista, é uma escrita corrida, escrevendo de memória, sem querer ser rigoroso.
Nasci em Vila Nova de Tazem, Concelho de Gouveia, em 1947
Estudei na Escola Industrial de Gouveia, na Escola Industrial Infante D. Henrique no Porto e no Instituto Industrial do Porto.
Fiz a Guerra Colonial em Moçambique
Entrei para a Renault da Guarda em Fevereiro de 1974, transitando depois para a Reicab/Delphi até atingir a idade da reforma.
1 - Como analisa a situação da Guarda no presente (e em comparação com os últimos 30 anos) nos aspectos económico, social e político?
A Guarda, cidade, era até aos anos 60/70 uma cidade no alto do monte, muito concentrada no seu centro histórico.
Era uma cidade de muitos serviços e alguma indústria, sobretudo nos têxteis. A instalação da Renault e da Femsa  na Guarda t,razendo investimento importante e novos quadros técnicos, fez com qua a Guarda desse o seu primeiro grande salto.
No pós 25 de Abril a Guarda começa a modernizar-se, nem sempre bem, pois cresce de forma desordenada, sem um plano director claro, que só mais tarde veio a ser feito e por imposição do governo central.
A indústria automóvel cresce de forma exponencial e as fábricas da Guarda acompanham o crescimento, que infelizmente não é acompanhado pelos investidores locais, pois não apareceram indústrias complementares de apoio à indústria automóvel, e era preciso comprar fora sobretudo a metalurgia.
Nos anos 80 uma parte importante do tecido industrial da Guarda, que eram os texteis, entra em declínio e não sabendo modernizar-se, nem ser competitivo, vai encerrando aos poucos.
A indústria automóvel, e outras nomeadamente a Gelgurt, vão assegurando e aumentando o número de empregos.
 Acompanhando este ritmo, o sector de serviços instala-se. Funcionários públicos e privados. Os bancos, o hospital, a câmara, a segurança social entre outros dão vida à cidade.
Até às crises que se foram sucedendo durante este século XXI
E como vão as aldeias e a sua população? Nos anos 70,Sem estradas alcatroadas, sem água, sem esgotos e muitas sem electicidade, vão conhecer uma grande melhoria nas suas condições de vida. É a grande revolução rural. Mas com a oferta de emprego na cidade as populações deixam as aldeias e instalam-se na cidade e aí começa o despovoamento.
Actualmente a cidade continua a viver as consequências das indústrias de mão-de-obra barata e intensiva, que se deslocalizaram para países mais baratos. O que restou está com pujança suficiente para se manter e quase se pode afirmar que estamos ao nível dos anos 80.
A envelhecer e sem a criação de novos empregos, a PLIE continua estagnada, a Guarda perde habitantes por duas vias. Pela via da morte dos mais velhos e pela saída dos mais novos, quer para o litoral quer, para o estrangeiro.
Politicamente a Guarda pode ter sofrido com o facto de ter um partido dominante e uma oposição quase sempre distante e fraca.
Há quatro anos, com a falta de liderança, o Partido Socialista perdeu o poder para o Partido Social Democrata e pensava-se que a Guarda poderia ter um novo folgo de progresso.
No entanto, o novo Presidente, sem uma estratégia clara de desenvolvimento, vai-se gastando em pequenas obras de arranjos pontuais e em festas para as multidões.
E é sobretudo no Centro Histórico que se verifica a falta de estratégia, pois o abandono é cada vez maior e a degradação aumenta.
As aldeias, mesmo com a melhoria substancial das condições de vida, continua a despovoar-se e neste momento a Guarda, cidade, só está a ganhar população à custa das aldeias do concelho, quando antes ganhava o concelho à custa dos concelhos vizinhos.
2 - Que projecto(s) são indispensáveis para que a Guarda seja uma cidade atractiva, pujante, liderante?
Esta é uma pergunta difícil e não há respostas óbvias.
Alindar a cidade é importante mas é insuficiente. As festas são importantes, no entanto são festas que basicamente atraem as populações do concelho e muito poucos de fora.
O emprego na indústria ainda é insuficiente, mas a Guarda não tem mão-de-obra qualificada para responder às necessidades.
O turismo é de passagem e não temos programas que possam atrair o turista por mais de um dia.
A PLIE está adiada, como foi dito, e a futura plataforma ferroviária será mais um mito. Os comboios de mercadorias passarão pela Guarda porque aqui não se fabrica nada que possa ser carregado e descarregado dos contentores ou vagões.
A dita produção endógena não sustenta o concelho e é visível na Feira Farta a boa vontade das Juntas de Freguesia para apresentarem os seus produtos e que a maior parte deles apenas são feitos para a ocasião.
Na minha opinião o motor deveria centrar-se no Instituto Politécnico, com a investigação, com cursos diferenciadores, com ligações à indústria portuguesa e não só à Guarda.
Para complementar o investimento nas indústrias culturais e criativas poderia ser outra saída, agora muito apoiadas pela Europa.
A Comunidade Intermunicipal ainda não encontrou o seu lugar e é uma mera plataforma para concorrerem aos recursos da Comunidade Europeia com disputas político-partidárias apenas pelo poder.
Se tudo continuas assim, o interior deixa de ter futuro e não chega pedir de joelhos ao poder central que atribua umas migalhas ao interior.
3 - Estamos a entrar (ou já entrámos) em campanha eleitoral. Como vê toda esta azáfama que começa a marcar o dia-a-dia da nossa cidade?
A azáfama eleitoral começa sempre muitos meses antes da pré-campanha para quem está no poder. Os meios colocados no terreno são imensos. Desde a TV corporate em todos os locais camarários, até às redes socias, a campanha começa muito antes.
Quem está na oposição normalmente acorda tarde e anda atrás dos acontecimentos e é por isso que quase nada se vê, tirando os placards espalhados pelas rotundas.
Não há debates, não há apresentação de programas.
Só a feitura das listas animou a cidade, mais pela curiosidade de saber quem vai e quem não foi do que por resultado de discussão pública.
A Comunicação Social local está a passar ao lado disto pelos muitos condicionalismos e que podem pôr em causa a sua sobrevivência.
4 - É administrador do blogue “Sol da Guarda” (blogue bastante visitado e seguido) onde está atento à actualidade da nossa terra. Como vê a influência da blogosfera (e das redes sociais) comparativamente com o jornalismo “tradicional” (jornais e rádios, no caso da Guarda)?
A Comunicação Social da Guarda tem alguns constrangimentos, ligações familiares, falta de anúncios, pressões de retirar apoios, há um pouco de tudo.
As redes sociais estão muitos activas e muitas vezes pelos piores motivos.
Criam-se blogues e páginas com perfis falsos e criam-se também exclusivamente para estas alturas, para criticar, para elogiar e para insultar. Há um pouco de tudo. É preciso criar muitos filtros para compreender o que nos querem dizer e quem o diz.
Dar a cara continua a ser muito difícil.
É o futuro das campanhas, casa a casa, computador a computador. É por isso também que as bases de dados de utilizadores são pagas a preço do ouro.
5 - É natural de uma comunidade rural (Vila Nova de Tazem). Como vislumbra o futuro das comunidades rurais e do próprio interior como tal?
A comunidade rural onde me criei tem muitas particularidades.
Já foi a Freguesia, agora Vila, rural mais importante do Distrito da Guarda. Agora está a morrer, até a escola básica vai desaparecer. Já teve mais de 3 mil residentes agora não terá mil.
Sempre viveu do vinho, das batatas e da imigração. Para os chamados Congo Belga e Francês, Para a Angola, Para a Venezuela e mais tarde para a França e Alemanha. Mais recentes Estados Unidos e Suíça. E assim viveu à sombra dos imigrantes que regressavam sempre. Agora é uma desolação de tantas casas abandonadas.
As batatas só para consumo doméstico. O vinho está bem, quer na adega cooperativa, quer nas quintas particulares, que produzem vinho de grande qualidade. Ultimamente até Joe Berardo lá comprou uma vinha.
Será o futuro?
6 - Que lhe diz Vila Mendo?
Vila Mendo não me diz muito. Sei que pertence à Freguesia de Vila Fernando. É uma terra onde se vai, não se passa. Fui lá algumas vezes, há uns anos, pois havia aí uma modista de senhoras que trabalhava muito bem.
Creio que durante o meu percurso profissional lidei com pessoas de Vila Mendo.
Sei pelo blogue, que acompanho, que a Associação Cultural Recreativa de Vila Mendo, é muito dinâmica e tenta valorizar as suas gentes e a terra.
E ainda, que tem uma fonte com água muito boa, a melhor, disseram, no blogue.
E já está, obrigado pela oportunidade. Muito tempo de vida para o Blogue e para a Associação.
Para Vila Mendo que continua a sobreviver com a festa do Chichorro, apesar de fazer muito mal.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Cartola das Promessas Eleitorais. Manteigas: Funicular ou Passadiço?

“Já está em marcha, o Plano de Pormenor das Penhas Douradas, que queremos transformar em Estância de Montanha”.
Também se pretende ligar as Penhas Douradas a Manteigas através de meios mecânicos ou de um passadiço. Assim haja e haverá, empresários que o queiram construir e explorar”

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Viva a Guarda Viva

Guarda Viva que já é Viva há 10 anos, pelo menos.
Slogans não são só slogans, muitos têm alma e vivem.
E quando são copiados, demonstram reconhecimento... ou ignorância do passado.

Piso da paragem de autocarros

Imagino que nas Escolas deve estar tudo preparado para o início das aulas.
Cá fora nem tudo está bem
A paragem de autocarros que serve a Escola Afonso de Albuquerque não está no melhor estado. A degradação é visível.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Ecos da Assembleia Municipal de Setembro de 2017

Realizou-se ontem a última Assembleia Municipal deste quadriénio. A próxima terá muitas caras novas.
Os Munícipes ofereceram um almoço aos eleitos que agora terminam funções, Deputados, Presidente da Câmara, Vereadores e Presidentes de Junta, confecionado e comido, na cantina municipal.
A ordem do dia era para encher calendário e antes da ordem do dia foi o costume. Deputados da situação a elogiar e Deputados da oposição a criticar. Nas respostas à oposição o Presidente do Executivo exaltava-se, a confrontação não é o seu forte.
Passou despercebido, passa sempre, um documento que é obrigatório em todas as Assembleias que é a “Informação escrita do Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Guarda acerca da atividade Municipal”
Este documento trás muitas vezes importantes informações por esclarecer alguns números.
Desta vez são as contas que vou abordar
1 – Documento B - Dívidas
A dívida era em 31/12/2016 de 26 478 659 Euros e em 25/087”017 é de 24 795 528 Euros.
O que isto quer dizer? Quer dizer que se juntar a dívida às águas de Portugal cerca de 26 milhões no final de 2016 mais o que não foi pago em 2017, a dívida da Guarda fica ao nível de Outubro de 2013, quando tomaram posse.
2 – Documento C – Despesas com pessoal
Em 2015 a despesa com pessoal foi de 9 549 429 Euros com 546 funcionários
Em 2016 a despesa com pessoal foi de 9 731 830 Euros com 534 funcionários
Até Agosto a despesa com pessoal foi de 6 499 319 Euros com 534 funcionários
Num ano gastaram mais 182 401 Euros com pessoal com menos 12 funcionários, em 2017 e segundo a andamento do ano a tendência é para agravar.
3 – Documento 3 – Provisões para riscos e encargos
A Câmara da Guarda ao ser absolvida no caso da Guarda Mall ficou com 2 milhões 844 mil Euros prontos a gastar e que estavam cativos desde o último executivo até à resolução do processo.
Voltarei um dia destes com novos números. Turismo. Participantes em festas e espectáculos entre outros

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Nova escola de hotelaria avança na Covilhã

“O Município da Covilhã, em parceria com o Turismo de Portugal, o Turismo do Centro, a Associação Empresarial da Beira Baixa e a AHRESP – Associação de Hotelaria Restauração e Similares de Portugal, vai avançar com uma nova escola de hotelaria, já a partir do próximo mês de outubro. A nova escola de hotelaria irá funcionar nas instalações da Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB), no Parque Industrial do Tortosendo”.
"Esta escola vem colmatar uma lacuna no concelho da Covilhã e na região no que diz respeito a formação e qualificação dos agentes do sector do turismo contribuindo para aumentar a qualidade da oferta turística".
Lembrar:
1 - O Hotel Turismo da Guarda tinha projecto para ser transformado em Hotel Escola.
2 – Na região há escolas de turismo diferenciadas em Guarda/Seia – Instituto Politécnico e no Fundão e em Manteigas escolas profissionais de hotelaria
Perguntas:
1 – Qual a razão de o Turismo de Portugal e o Turismo do Centro, que foram contra o Hotel/Escola da Guarda, com um dos argumentos que não havia espaço na zona para mais escolas e agora vêm apoiar esta iniciativa.
2 – IPG, Fundão e Manteigas não se sentem agora lesados e ultrapassados, quando  na altura estavam?
2 – Onde estão aqueles, da Guarda, incluindo jornalistas, comentadores e políticos, que também foram contra o projecto, com o mesmo argumento de que já havia escolas a mais na região?
3 – E o que tem feito aquele que nunca quis a escola com o argumento que não eram preciso um spa na Guarda?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Cartola das promessas eleitorais - Cidade LED

Iluminação LED na Rua do Comércio
1 - Diz o Presidente da Câmara da Guarda
 “Promete transformar a Guarda em cidade LED” e disse ainda “que está a ultimar um processo ambicioso que quando estiver concluído permitirá transformar a Guarda em cidade LED” que “possibilita ganhos de eficiência energética muito grandes”
“Já foi executada a obra de iluminação do troço de estrada que passa pelo recinto da Feira ao Ar Livre e achamos importante que aquele espaço fosse iluminado”
2 – Diz a EDP e o Jornal Público
“Existem em Portugal cerca de 3 milhões de luminárias públicas e apenas 5% são LED2
“Lousada é o concelho mais avançado de Portugal, é 100% LED”
“A EDP tem um projecto, ao qual já aderiram 222 Municípios onde vai instalar até final deste anoo 120 mil luminárias”
“Nos próximos anos poderá atingir 180 mil”
“O retorno do investimento será cerca de 3 anos”
3 – Pergunto eu
A - O projecto e obra anunciada pelo Presidente da Câmara são da EDP ou são do Município?
B - A obra da iluminação da rua da Feira ao Ar livre é da Câmara ou é da EDP? E já é LED?
C – Em que posição está a Guarda neste campo? E faz parte dos 222 Municípios que já aderiram ao projecto da EDP? 

domingo, 3 de setembro de 2017

Monumento aos Mortos da I Guerra Mundial

Com a requalificação do Jardim José de Lemos, parte do Monumento aos Mortos da I Guerra Mundial foi destruído.
O lajedo que se encontrava na frente do monumento, e que era parte integrante do Monumento, foi levada para parte incerta, ficando o Monumento amputado de uma parte importante.
Ao Arquitecto projectista, aos técnicos e polítcos que aprovaram o projecto e à Direção-Geral do Património Culturaldeveria ser perguntado por que razão fizeram esta alteração.
Aos políticos perguntar qual o destino das pedras. Terão ido para o lixo como tudo o resto?
Breces notas sobre os Monumentoa aos Moros da I Guerra Mundial:
Após o fim da I Guerra Mundial houve um esforço importante tanto dos Governantes da I República como da sociedade civil para perpetuar a memória de guerra.
Em 1921 foi criada a Comissão do Padrões da Grande Guerra encarregada de erigir os Padrões da Grande Guerra. Esta comissão deveria ter a duração de 15 anos, mas por vicissitudes várias prolongou-se por mais tempo. Os últimos Padrões foram inaugurados já na década de 40 como é o caso do da Guarda.
As edificações simbólicas poder ser divididas em três categorias: Padrão, Obelisco e Monumento.
Foram erigidos cerca de 100 Padrões, Menos de uma dezena de Obeliscos e cerca de 40 Monumentos. O da Guarda está englobado na categoria de Monumentos.
Padrões: perto de 100 espalhados por todo o continente.
Obeliscos: Valença, Mira e Mértola.
Monumentos: Abrantes, Aveiro, Coimbra, Covilhã, Estremoz, Évora, Faro, Figueira da Foz, Guarda, Lamego, Lisboa (3), Loures, Oliveira de Azeméis, Portalegre, Porto, Régua, Santarém, São João da Madeira, Seia, Soure, Tondela, Vila Real e Viseu.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Entrevista na “Transportes em Revista”

A revista “Transportes em Revista” na sequência das “Conferências da Guarda” e da conferência “Nó Ferroviário da Guarda – Distribuição e Logística” publica uma entrevista (terá sido paga?) com o Presidente da Câmara da Guarda.
Aborda-se sobretudo a importância estratégica da Guarda por estar situada no nó das Autoestradas A23 e A25 e será no futuro nó das infraestruturas ferroviárias Linha da Beira Alta e Linha da Beira Baixa.
E o que diz de importante?
Como mostra a fotografia da capa da revista, são 40 milhões de toneladas de palavras em mais um discurso redondo e quase sem nada de novo.
Tem um dado novo: A famosa aliança ferroviária entre os actuais Presidentes das Câmaras de Aveiro, Viseu e Guarda que queriam uma linha nova a sair de Aveiro, passar por Viseu, passar por Vila Franca daa Naves, Alto de Leomil e Vilar Formoso, sem passar pela Guarda, parece que está morta. Esta é que é uma boa notícia para a Guarda. 
Pode ler em:
http://www.mun-guarda.pt/conteudos/PublishingImages/Noticias/TransportesEmRevista_171_Editada.pdf