
Foto: TB – Todas as Beiras
A construção da barragem de
Girabolhos vai a concurso. Até pode ser que vá ser construída, mas posições são
muito divergentes
O governo propõe uma barragem para
produção de energia, para regadio, para lazer, para abastecimento de água a
populações e sobretudo evitar as cheias do rio Mondego e, por conseguinte,
evitar inundações em Coimbra e nos campos a jusante.
O procedimento publicado no Diário
da República para a atribuição de concessão de captação de água, produção de
energia hidroelétrica e conceção, construção, exploração e conservação da
infraestrutura hidráulica determina que a concessão tem um prazo de 65 anos.
Os concorrentes têm agora 270 dias
para apresentar propostas e o vencedor terá depois 60 meses para entregar a
Proposta de Definição de Âmbito, bem como o Estudo de Impacte Ambiental, e 18
meses para elaborar o estudo prévio.
Os peritos dizem que não resolve as
inundações. Não é compatível as missões que o governo propõe com as inundações.
Os ambientalistas dizem que é mais
um desastre ambiental, que é preciso fazer um novo plano de avaliação.
E os autarcas?
Os autarcas querem contrapartidas. Já
se sabe, contrapartidas é dinheiro
Vejam só:
Em abril de 2016 o Governo cancelou
a Barragem de Girabolhos
Os autarcas exigiram contrapartidas
estruturais, sociais e económicas para compensar o abandono do projeto, que
representava um forte investimento e uma oportunidade de desenvolvimento para a
região do Alto Mondego.
Perda de investimento e emprego: A
suspensão do projeto prejudicou as dinâmicas económicas locais e a criação de
postos de trabalho associados à obra
Compensações regionais: Os autarcas
reclamaram a melhoria de infraestruturas rodoviárias e o reforço das redes de
abastecimento de água, investimentos que dependiam da execução do projeto da
barrage
Em 15 julho 2026 o Governo anunciou
a barragem
Autarcas exigem compensações pela
Barragem de Girabolhos. Ministra acredita na conclusão em 2034
Alexandre Batista
Os autarcas dos municípios
abrangidos pela barragem de Girabolhos reivindicaram esta quarta-feira
contrapartidas como a construção de estradas, a melhoria do abastecimento de
água às populações, e a proteção do rio Mondego.
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