terça-feira, 16 de junho de 2026

Programação dos espetáculos para o TMG

Ao vermos a adjudicações diretas para a programação do Teatro Municipal da Guarda – TMG, poderemos concluir que quem faz a programação são os fornecedores de artistas
Vejamos:
ACERT - Associação Cultural e Recreativa de Tondela - 29.930,00 €, vai contratar
"Car12, Quinteto Violado, 20 Dizer, Praias Fluviais, Carrossel e as Substitutas" a acontecer entre nos dias 10 de junho, 10 de julho, 8, 9, 14, 15 e 16 de agosto, 26 de setembro e 24 de novembro de 2026
 
Mosto - Fermentação de Ideias Lda - 11.250,00 €
Marta REN e Paus para 5 de junho e 4 de julho
 
LZ Produções, Unipessoal Lda - 50.000,00 €          
Aquisição de Serviços para os Espetáculos da Programação do TMG 2026: Pluto, Jasmin, Diogo Zambujo e Ana Moura
dias 23 de maio[PLUTO], 16 de outubro [JASMIN], 30 de outubro [DIOGO ZAMBUJO] e 27 e 28
de novembro [ANA MOURA]
 
Por agora é o que se vai vendo, continuamos a ver as ”despezonas” em animação cultural

4 comentários:

  1. Como se previa, o concurso para chefe de divisão vai resolver o problema naturalmente.
    A candidatura "inesperada" que tanto se comenta agora na Câmara só surpreende quem não teve a capacidade de compreender que Sérgio Costa procurava uma solução para um problema.
    De uma assentada encontrou alguém para juntar e reorganizar os cacos, alguém que tem bom relacionamento com a(s) família(s) que dominaram o meio nas últimas décadas e alguém que lhe trará proveitos políticos. Aqui se aplica bem o ditado, quem faz um cesto faz um cento, basta vime tempo.
    A pessoa a8nda a arrastar-se em substituição só se deixa humilhar porque culpa própria, devia ter percebido que não serve para a função e saía sem ir a concurso. Logo lhe arranjariam um emprego na APAL. Aqui também, quem mete um cento mete cento e um.
    A situação estava a tornar-se demasiado perigosa para o próprio Sérgio Costa não encontrasse uma solução que o defendesse a ele próprio em primeiro lugar.
    Vamos ver como corre, mas será sempre melhor do que estes meses que representam a mais inacreditável fase de incompetência, desorganização, desmotivação e descredibilização de que há memória naqueles sectores.

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  2. Ao analisar algumas adjudicações diretas da programação do Teatro Municipal da Guarda, chegamos finalmente à descoberta revolucionária do século: afinal quem faz a programação não são os programadores culturais, os diretores artísticos ou os responsáveis do teatro. Não. Quem faz a programação são os fornecedores dos artistas.

    Pelo menos, essa parece ser a lógica.

    Vejamos o escândalo:

    A ACERT vai fornecer espetáculos como "Car12", "Quinteto Violado", "20 Dizer", "Praias Fluviais", "Carrossel" e "As Substitutas".

    A Mosto vai fornecer Marta Ren e Paus.

    A LZ Produções vai fornecer Pluto, Jasmin, Diogo Zambujo e Ana Moura.

    Conclusão precipitada: se a ACERT fornece aqueles espetáculos, então foi a ACERT que decidiu que eles deviam vir à Guarda. Se a LZ representa Ana Moura, então foi a LZ que decidiu que Ana Moura fazia parte da programação do TMG.

    Seguindo a mesma lógica, quando um município compra gasóleo, quem define a política de mobilidade é a gasolineira. E quando compra papel, quem faz a gestão administrativa é a papelaria.

    A realidade, infelizmente para os amantes da conspiração cultural, é bastante menos emocionante.

    Um teatro municipal faz a sua programação escolhendo artistas, companhias e espetáculos de acordo com critérios artísticos, estratégicos e orçamentais. Depois de feitas essas escolhas, tem de contratar quem legalmente representa esses artistas. E é precisamente por isso que aparecem empresas, produtoras e associações culturais nas adjudicações: porque são elas que detêm os direitos de representação e comercialização dos espetáculos.

    Ou seja, a adjudicação não revela quem escolheu os artistas. Revela apenas quem os representa e quem tem legitimidade para celebrar o contrato.

    Dizer que os fornecedores fazem a programação porque aparecem nas adjudicações é mais ou menos como dizer que o empreiteiro desenhou a casa porque foi ele que assinou a fatura da obra.

    Naturalmente, qualquer programação pode e deve ser discutida. Pode-se gostar ou não das escolhas, considerar os valores adequados ou excessivos, defender outras prioridades culturais ou outras apostas artísticas. Isso faz parte do debate público.

    Mas confundir o representante do artista com o programador do teatro é um salto lógico tão grande que quase merecia entrar na programação do próximo festival de teatro cómico.

    Continuaremos, portanto, a acompanhar as famosas "despezonas" da animação cultural, na esperança de um dia descobrir que afinal também são os fornecedores dos instrumentos que compõem as músicas e os fabricantes das cortinas que escolhem as peças de teatro.

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  3. Ainda sairá a tempo de não ter queixas por assédio laboral, funcionários sem funções atribuídas ou discriminados, falta de acompanhamento e atraso nas decisões e outras coisas que na sua ignorância julga serem de pequena importância que por estes dias se tem percebido podem tornar-se problemas grandes??
    Vontade de reais vítimas para falarem agora não falta!!!

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  4. Eu bem o avisei que não sabia onde se iria a meter...

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