quarta-feira, 24 de junho de 2026

Feiras anuais na Guarda


Hoje é dia da primeira feira anual da cidade, feira de S. João. A segunda será em outubro e é a feira de S. Francisco.
Há muitos anos que os funcionários públicos da administração local lhes é dada a possibilidade de fazerem compras nestas feiras durante duas horas, dentro do horário normal de serviço.
Há uns anos atrás, também algumas empresas privadas davam facilidades para os seus empregados irem às feiras,
Se esta decisão tem implicações no desenvolvimento da economia e do comércio da cidade, sugiro:
1 – Que estas medidas sejam extensivas às feiras quinzenais
2 – Que todos os munícipes tenham direito a duas horas semanais para as compras no comércio local. A justificação das ausências, será feita contra a entrega do talão de compras. A câmara comparticipará nos danos provocados pelas ausências, se as houver.
Pelo desenvolvimento no nosso concelho
Por uma Guarda maior
Determino e mando publicar

10 comentários:

  1. Excelente publicação. Só tem um pequeno problema: está desatualizada há cerca de duas décadas.
    As famosas "duas horas para ir à feira" continuam a ser evocadas com mais frequência do que realmente acontecem.
    Entretanto, houve cortes salariais, congelamentos de carreiras, perda de poder de compra e anos sem progressões. Mas essas partes da história costumam ficar fora da sátira... e da memória selectiva.
    Aliás, quando a economia corre mal, é curioso como se fala sempre dos alegados privilégios dos funcionários públicos e raramente dos sacrifícios que lhes são impostos por decreto.
    Mas pronto, as lendas urbanas também fazem parte do património imaterial da região.
    Pelo desenvolvimento do concelho.
    Pela preservação dos mitos locais.
    Determino e mando publicar.

    ResponderEliminar
  2. Excelente sugestão.
    Já que a Câmara paga um salário ao NERGA, então também lhe pode exigir a aplicação desta medida aos associados. Quanto aos restantes é só esperar.
    O problema é que os funcionários públicos não vão à feira. Aproveitam as duas horas para saírem mais cedo.
    Para ir à feira vão no horário de serviço (a começar pelos chefes), como também vão no horário de serviço ao longo de todo o ano ao cabeleireiro; à loja; ao talho; à costureira; à empresa do sócio; ao cliente do projeto...

    Para a próximo sr. presidente obrigue as pessoas a gozar durante o período da Feira e deixe de dar oportunidades para todos fazerem o que querem com o tempo que todos pagamos.

    A impunidade a que se assiste nas entidades municipais da Guarda é vergonhosa.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, é verdade: os salários dos funcionários públicos são pagos com impostos.
      Tal como tudo o que o Estado presta e que serve toda a gente que também os paga (educação, saúde, infraestruturas...). E, admire-se, até a quem não os paga!
      Curiosamente, quando se fala de “dinheiro dos contribuintes”, raramente se lembra que a economia não é um sistema de sentido único. E, em matéria de criatividade com o dinheiro, não é propriamente no setor público que se encontram os maiores exemplos de pagamentos “alternativos”.
      No fim, pagamos todos mas nem todos gostamos de o admitir.

      Eliminar
    2. Bem verdade. Todos pagamos incluindo os funcionários públicos
      Mas porque temos de pagar a uma associação privada quando a câmara não paga as públicas?

      Eliminar
  3. Quem mente numa placa não tem carácter
    https://www.facebook.com/share/1D7oxvjHwi/?mibextid=wwXIfr

    Quem lá esteve foi o vice presidente

    Mais uma entre muitas provas que Sérgio Costa está de abalada

    Ele não aguenta a pressão até ao fim e tem de arranjar forma de escapar.
    Preparem- se afilhados
    Dias difíceis estão para chegar

    ResponderEliminar
  4. Avisem o Carlos Chaves para não inventar com transmissões amadoras das assembleias de freguesia. Estava assustador o som. ideia boa mas deveria ter avaliado as condições técnicas. antes de tentar fazer a coisa. mas mérito pelo esforço

    ResponderEliminar
  5. As feiras eram os acontecimentos económicos e sociais do país. Nos primeiros reis outorgar feira a uma localidade era dar- lhe estatuto e afirmação do poder regio sobre o território. O conceito evoluiu e as feiras numa economia rural serviram para trocas comerciais dos excedentes que as terras davam. Não se esqueçam que estamos no tempo das ceifas das malhas. Era nas feiras que se recrutava mao de obra. Os terratenentes precisavam de mão de obra para os trabalhos de campo e os jovens sem trabalho procuravam novo dono.
    A feira era o convívio social máximo. Iniciavam -se namoros.
    Hoje as feiras servem para vender produtos made in China, com o máximo preço e a tentar enganar o mais desgraçado.
    Já nem se vende banha da cobra nem roupa de cama em carrinhas com relatadores. Por este preço não leva nem uma, nem duas,nem três, mas meia dúzia porque perdi a cabeça.
    A banha da cobra é vendida no municipio e das promessas não cumpridas encarregam se os políticos.
    Grande abraço e passem bem.

    ResponderEliminar
  6. As únicas feiras que têm êxito, na Guarda, são as feiras de vaidades, sem conteúdo substantivo e adjetivado com bom e útil.

    ResponderEliminar
  7. 1012
    Muito bem. Só uma pequena retificação: A "Banha da cobra" continua a ser vendida. Ao fundo da rua antes da zona de comes e bebes.
    Há muitos anos que é a mesma senhora a fazer a publicidade.
    A Oliveira

    ResponderEliminar
  8. Como todos devem saber a Guarda teve foral com estatuto de cidade e não de vila outorgado por d Sancho l. Quando este rei atribuiu foral a Guarda nada existia. A Guarda partiu do zero e da vontade de um rei em afirmar e defender o território. É verdade que na vertente a nascente existiam umas construções romanas no mileu, mas cá em cima desde o mileu até ao castelo não existia nada. O d Sancho no foral concedeu o poder civil e religioso, ou seja a diocese foi fixada na Guarda. A Guarda foi nessa época uma cidade pujante. Não se esqueçam que a capital do reino ainda era Coimbra. Os primeiros reis fizeram obras na Guarda. Investiram e desde Rui de Pina a Gil Vicente, passando por Camões que tinha uma namorada em Linhares da beira, dizia, a Guarda foi mesmo um centro cultural a época. Hoje temos um conjunto de pseudo políticos rodeados de pseudo inteletuais com risco ao meio que bloqueiam o dinamismo do lugar. Façam um favor a comunidade: coloquem uma mo de moinho ao pescoço e deitem se ao Mondego de preferência no inverno.

    ResponderEliminar