Tenho ficado um pouco espantado com o modo como se fazem algumas críticas aos “anúncios” públicos da “distribuição de caridade” pelos necessitados.
Habitualmente há três tipos de críticos:
Há aqueles que fazem críticas consequentes discordando dos anúncios, embora me pareça que não conheçam a realidade dos necessitados.
Há aqueles “fariseus” que a crítica é o seu trabalho e a única maneira de serem ouvidos é criticar
Há ainda aqueles oportunistas, que conforme a cor do anúncio, assim actuam.
Eu apoio os anúncios públicos, não concordando muitas vezes com o conteúdo e o método utilizado.
Explico. Para mim há três tipos de carenciados:
(Nota: Não integro, nem considero, os idosos que precisam permanentemente de cuidados e não têm)
Há os carenciados profissionais, referenciados em todas as instituições, públicas e privadas, que fazem a vida transitando de ajuda em ajuda. Sabem tudo, muito antes de a ajuda ser anunciada.
Há os carenciados ocasionais, aqueles que precisam de ajuda por algum tempo e realmente precisam de ser ajudados e que normalmente saem dos programas quando deixam de precisar.
E finalmente há os carenciados anónimos, que não se expõem, não perguntam pelas ajudas, é necessário haver alguém que lhes vá bater à porta, têm vergonha que se saiba das suas necessidades. São os carenciados mais difíceis.
Para estes dois últimos grupos é necessário que se publicite que tipo de ajudas existem e como podem ser obtidas.
E neste tempo de crise é cada vez mais importante que sejam publicitadas todas as ajudas que podem estar disponíveis para os que precisam.
Parque RJ Nosso Sonho Parte II. São Gonçalo RJ.
Há 11 horas
Tm toda a razão. Ainda há poucos anos se compravam votos com a caridade e é importante tornar as coisas transparentes. Todos devem ter acesso igual aos apoios que existem.
ResponderEliminarQuem critica a publicidades destes apoios é porque não conhece a necessidade da nossa terra ou porque sempre viveu as custas dos outros e não quer partilhar o que sabe.